Arealva – Uma bicicleta, dois baldes e muita força de vontade. Foi assim que o aposentado José Ficho, 62 anos, conseguiu em um ano, depois de passar por muitas dificuldades, criar uma Área de Preservação Permanente e uma Área de Reserva Legal (ARL) para não perder o seu pequeno sítio em Arealva (41 quilômetros de Bauru).
O drama do aposentado começou após adquirir, há 25 anos, um sítio de 10 hectares com o dinheiro economizado durante 30 anos. Sem conhecimento do Código Florestal, o agricultor criou uma pequena horta e um pequeno canavial próximo ao rio que corta a propriedade, conhecida por sítio Nossa Senhora Aparecida.
Foi o bastante para que algum vizinho o denunciasse e os fiscais da Polícia Ambiental não tardassem em autuá-lo por crime ambiental. “Quando recebemos aquela denúncia, na beira da área nós tínhamos uma horta e um pedaço de cana que era para fazer muda ou moer para fazer garapa. A denúncia foi por causa disso. Acho que foi mais por rixa (de vizinho)”, lembra Alide Moeda Pereira Ficho, 58 anos, esposa do agricultor.
No entanto, a vontade de manter a pequena área de terra com a qual tanto sonhou, fez com que o aposentado conseguisse, com muito custo, cumprir o que determina o Código Florestal.