Nova York - Preocupada com manifestações negativas recentes de eleitores de Hillary Clinton - sobretudo da importante base feminina da ex-primeira-dama -, a campanha de Barack Obama recuou no tom do antecipado “discurso da vitória’’ que o favorito para ser o candidato democrata à Presidência dos EUA deve fazer hoje. Segundo pesquisas de intenção de voto, é quando o pré-candidato atinge a maioria dos delegados, após as prévias partidárias de Kentucky e Oregon.
“Isso não quer dizer que nós vamos declarar vitória, porque eu não serei o candidato até que tenha uma combinação suficiente de delegados e superdelegados para atingir a marca’’, retrocedeu Obama. “Mas o que isso significa é que os eleitores nos deram a maioria dos delegados que eles podem dar.” Em entrevista no dia 7, um assessor de Obama dissera que “no dia 20 de maio, vamos declarar vitória’’. No dia seguinte, o próprio candidato confirmaria os planos. Em e-mail enviado na tarde de ontem, David Plouffe, coordenador da campanha do senador, afirmava: “Estamos a apenas 16 delegados de atingir a maioria. Não deixe de assistir ao discurso de Barack amanhã (hoje) à noite”.
Plouffe se referia aos delegados a que cada candidato tem direito de acordo com os resultados das prévias partidárias, que são 3.253. Há ainda 797 “superdelegados”, cujo voto na convenção partidária é livre, independente das prévias.
O diretor de comunicações de Hillary, Howard Wolfson, diz que “os planos do senador de se declarar o escolhido democrata na noite de hoje em Iowa é um tapa na cara de milhões de eleitores nas primárias que faltam e aos 17 milhões de eleitores de Hillary Clinton’’. Hillary também voltou ao assunto. “A disputa está longe de acabar”, disse.