Internacional

China silencia por mortos, que já passam de 34 mil

Folhapress
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Pequim - O número total de mortos vítimas do terremoto que devastou o sudoeste da China na semana passada aumentou para mais de 34 mil, enquanto o número de pessoas feridas chegou a mais de 245 mil, informou ontem a agência Xinhua. De acordo com o último balanço oficial, o total de mortos é de 34.073 e o total de pessoas feridas, de 245.108. Anteontem, os números oficiais foram de 32.477 pessoas mortas e 198.347 feridas.

O Ministério da Saúde ainda informou que 52.934 pessoas foram hospitalizadas. Destas, 7.979 se recuperaram, mas outras 3.304 morreram no hospital.

Por todo o país, milhares de chineses respeitaram três minutos de silêncio iniciados às 12h28 (3h28 de Brasília) - mesmo horário do tremor que devastou o sudoeste do país no último dia 12 - para homenagear as vítimas do terremoto. O horário deu início aos três dias de luto nacional.

No mesmo horário, sirenes soaram em todo país, o tráfego parou, trabalhadores de lojas e restaurantes saíram às ruas, inclinando as cabeças em sinal de respeito. Em Pequim, milhares de pessoas, muitas vestidas de negro, se reuniram na praça da Paz Celestial com bandeiras e gritando frases de apoio às vítimas. As atividades da bolsa também foram interrompidas, assim como os cassinos de Macau.

O presidente chinês, Hu Jintao, o primeiro-ministro Wen Jiabao, e outros líderes do governo também permaneceram em silêncio no complexo governamental de Zhongnanhai, em Pequim. Os líderes, vestindo roupas escuras e usando flores de papel brancas no peito, homenagearam as vítimas inclinando as cabeças voltados à bandeira chinesa erguida a meio mastro. O luto oficial teve início no momento em que os esforços de resgate são dificultados pelos tremores secundários e os deslizamentos de terra. Até a viagem da tocha olímpica foi suspensa durante três dias, em sinal de respeito.

Durante 72 horas a televisão não exibirá programas de entretenimento e, em Xangai, as autoridades ordenaram o fechamento de cinemas, karaokês e outros estabelecimentos. Os jornais e sites de todo o país não tiveram cor ontem. Os quatro ideogramas da manchete do “Diário do Povo’’, órgão do Partido Comunista Chinês, normalmente em vermelho, foram impressos em preto, como toda a primeira página, com apenas uma foto colorida do presidente chinês, Hu Jintao, consolando um menino aos prantos.

A primeira página do “Beijing Times’’ também era em preto e branco, com a foto de uma vela e as palavras “Dia de luto’’, ao lado do número de mortos.

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