Nacional

PSOL vai ao Conselho de Ética da Câmara contra Paulinho da Força

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O PSOL vai ingressar com representação no Conselho de Ética da Câmara contra o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, caso a Corregedoria da Casa Legislativa arquive as denúncias contra o parlamentar.

A líder do PSOL na Câmara, deputada Luciana Genro (RS), disse à reportegem que há “fortes indícios” de que o deputado quebrou o decoro parlamentar ao participar de esquema de desvio de recursos no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) - por isso o partido defende investigações no Conselho de Ética.

A deputada disse, porém, que o PSOL vai esperar as conclusões da Corregedoria antes de ingressar com a representação no conselho. “A representação da Corregedoria tem mais força política, por isso vamos aguardar. Se a Corregedoria arquivar ou protelar esse processo, vamos ao Conselho de Ética com representação assinada pela presidente do PSOL, Heloísa Helena (AL)”, explicou Genro.

O corregedor da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE), disse estar disposto a encaminhar as denúncias ao Conselho de Ética ao receber a defesa apresentada por Paulinho na semana passada. Mas afirmou que vai analisar os argumentos apresentados pelo parlamentar antes de definir se arquivará o caso ou encaminhará as denúncias ao conselho.

Na opinião de Luciana Genro, os indícios de que Paulinho está envolvido em um esquema de irregularidades em empréstimos do BNDES crescem a cada dia. “Queríamos ingressar com uma representação que não fosse fácil para o Conselho de Ética arquivar. Não queríamos ingressar com indícios fracos, mas agora eles são contundentes. Espero que o Conselho de Ética cumpra o seu papel”, defendeu a líder.

Denúncias

Além de ser acusado de irregularidades em concessões de empréstimos no BNDES, Paulinho também responde a denúncias que envolvem a ONG Meu Guri, presidida por sua mulher, Elza de Fátima Costa Pereira.

A instituição é acusada de receber R$ 37,5 mil do conselheiro do banco estatal João Pedro Moura, preso pela Polícia Federal e apontado pela Procuradoria da República como o principal responsável pelo esquema de desvio de verbas do BNDES, desmantelado pela PF na Operação Santa Teresa. A ONG recebeu R$ 1,328 milhão do BNDES.

Na defesa encaminhada ao Conselho de Ética, Paulinho reitera que não está envolvido no esquema de desvio de empréstimos - motivo pelo qual sustenta que não deve responder a processo por quebra de decoro parlamentar.

Comentários

Comentários