Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Muita cautela!

Bauru passa a conviver a partir de hoje com mais uma situação-limite – a anunciada greve dos motoristas e cobradores dos ônibus circulares. Direitos e deveres à parte de trabalhadores e das empresas, o fato é que não se trata de uma greve comum, daquelas que simplesmente opõe patrão e empregado, mas sim da paralisação de um serviço público, por sinal o único no gênero na cidade no quesito transporte coletivo de massa. É preciso que se esgotem todas as possibilidades antes de fazerem com que todos os demais trabalhadores paguem pelo que não lhes diz respeito diretamente.

• PP com o PSDB

Conforme o JC antecipou na coluna de segunda-feira, era questão de tempo o PP de Carlos Braga se coligar com o PSDB do tucano Caio Coube, pré-candidato a prefeito. O anúncio oficial da aliança será feito hoje. Também estão na coligação DEM, PPS e PRB. O comando do PP informa que atendeu aos apelos da chapa de vereadores, com Carlos Braga abrindo mão em favor da disputa proporcional.

• Briga no boteco

O presidente do PSDB local, Gilson Rodrigues de Lima, encaminhou nota informando que não houve reunião no escritório do deputado Pedro Tobias em 23 de abril e, por isso, não foi registrado no local divergência sobre quem deveria ser o vice de Caio Coube, se Clemente Rezende ou Gazzetta. O bate-boca mencionado ontem neste espaço ocorreu em um boteco da cidade, na última sexta-feira.

• Regras mais duras

Sobre grupos dissidentes, discordantes e aliados, a legislação eleitoral deste ano traz um ingrediente que, no mínimo, vai gerar dor de cabeça até para aquelas chamadas ações individuais, isoladas, tomadas por um ou outro no meio do processo. Os técnicos do Judiciário disseram ontem na Câmara que se um partidário oferecer vantagem para eleitor, por exemplo, o candidato e a coligação respondem pelo ato.

• Armadilhas à vista

E se o Judiciário Eleitoral tem julgado que o candidato deve ser punido por ato irresponsável de um dos militantes sem juízo, imagine o risco que esse tipo de demanda vai gerar para outro produto das artimanhas da disputa: a armação, ou infiltração preparada de adversários para preparar uma dessas armadilhas exatamente para gerar prejuízo ao outro. Que todos, portanto, fiquem alertas e se auto-fiscalizem.

• Por menos cadeiras

Todo candidato, no fundo, defende a lógica de que quanto mais cadeiras houver no Legislativo mais chances ele tem de ser eleito. Mas o efeito da pré-campanha produziu ontem, para o riso da platéia na Câmara, os possíveis defensores do inverso. Sentado em uma das 15 cadeiras, Nilson Avante disse que quer só nove cadeiras no parlamento local. Já Elias Brandão bradou que lutou pela redução de 21 para 15.

• Estímulo ao aluguel

É fato que a lei eleitoral sofreu aperfeiçoamentos para ampliar os efeitos da legitimidade representativa, mas um detalhe da nova norma pode acabar por estimular o aluguel de legendas, sobretudo dos nanicos. Em troca da participação no poder, a obtenção de um cargo ou outro, algumas legendas agora podem, por exemplo, acrescentar o tempo de TV por uma aliança abrindo mão de indicar candidatos na chapa de vereadores.

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