Polícia

Homicídio pode ter ocorrido em um local e corpo levado para o Vale do Igapó

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar da suspeita da família de que Sapé tenha sido vítima de uma tocaia, o delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Ricardo Dias, que está à frente da investigação, afirmou que ainda é cedo para fazer qualquer comentário a respeito do crime. “Agora é hora de trabalhar muito e falar pouco. Temos muitas informações que serão checadas e esperamos que nos levem à solução”, diz.

O delegado avalia que Sapé possa ter sido morto num lugar diferente de onde foi encontrado. “Os indícios do local levam a crer que o homicídio não foi lá. Aparentemente, o carro foi deixado lá”, pondera. Outra consideração de Dias é que é muito difícil o caso ser um latrocínio – roubo seguido de morte. “Não há indícios de roubo e, até pela localização dos tiros, não apontam essa relação”, observa. Isso porque o celular e a carteira de Sapé foram encontrados com ele.

Dias informa que os próximos passos da investigação são ouvir outros familiares, testemunhas e pessoas relacionadas ao caso. A polícia também aguarda os laudos que serão encaminhados pelo Instituto de Criminalística e pelo Instituto Médio Legal (IML).

Ontem, a polícia conversou, informalmente, com muitas pessoas sobre o caso. Além disso, o delegado acompanhou pessoalmente o exame necroscópico realizado na tarde de ontem no IML. “Havia muitos rumores sobre a quantidade de tiros que ele teria sofrido, sobre a possibilidade de tortura, pancadas na cabeça. Mas foi verificado que ele foi atingido por dois projéteis: no lado esquerdo do peito e na parte de trás da cabeça, que não transfixou”, explica o delegado.

Arma

Aparentemente, as duas balas são de calibre 38, porém, até que alguma arma seja relacionada ao crime, não é possível avaliar se os projéteis partiram de revólveres diferentes ou se foram dois disparos da mesma arma. As balas seriam encaminhadas para perícia.

O IML informa que nenhuma outra lesão - de ataque ou defesa - foi encontrada no corpo, o que descartaria uma possível luta entre Sapé e o autor ou autores do homicídio. Dias afirmou ainda que foram coletadas impressões digitais no veículo da vítima. O Instituto de Criminalística foi acionado para periciar o local onde Sapé foi encontrado.

O delegado Abel Cortez, titular da DIG, informa que já foi instaurado inquérito policial para investigar o assassinato de Sapé. “A equipe de homicídios da DIG está empenhada. Todas as possibilidades possíveis serão analisadas, para que se chegue em breve ao autor ou autores do crime”, pontua.

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