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Jovem de Bauru comenta propostas da Conferência Nacional de Juventude

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Quatro jovens de Bauru, representantes de diferentes segmentos, participaram da 1.ª Conferência Nacional de Juventude, realizada entre os últimos dias 27 e 30 de abril, em Brasília. O grupo participou das discussões que resultaram em uma lista, entregue à Presidência da República, onde constam 69 resoluções e 22 propostas prioritárias para os jovens no Brasil. Uma delas é a redução da carga horária de trabalho para 40 horas semanais sem diminuição de salário.

A estudante de jornalismo Mariana Cerigatto, 23 anos, uma dos quatro representantes de Bauru no evento, avalia que entre as principais propostas da conferência estão a inclusão da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Juventude e investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação.

“O objetivo principal desta conferência é definir prioridades para o público jovem e futuramente elaborar políticas públicas baseadas no que foi definido neste documento”, detalha a estudante. Cerigatto lembra que a conferência contou com diversos segmentos de jovens. Na opinião dela, o evento se destacou pela diversidade: juventude negra, juventude de campo, jovens trabalhadores, deficientes, integrantes do movimento hip hop, universitários, entre outros.

Além da estudante de jornalismo, estiveram representando Bauru no evento Williana Oja e Celso Dias (da CUT Bauru) e Hermman Vicente (UJS Bauru). “Foi a última etapa. A conferência é a reunião de todas as propostas levantadas em outras etapas - nos Estados ou cidades - sobre questões específicas relacionadas aos problemas de cada região”, comenta.

Cerigatto esclarece que as propostas são de caráter nacional e, portanto, nenhuma é voltada especificamente para Bauru. “São de caráter mais universal, que abrangem a maioria das pessoas, da população”. No entanto, uma das propostas defendidas pela estudante acabou entrando no documento final. “Eu sou estudante de comunicação e defendi o estabelecimento de cotas na TV aberta e paga para veiculação de produções independentes e produção regional. Isso entrou também no documento final”, lembra a estudante que participou do grupo temático sobre comunicação.

O documento final aprovado na conferência foi encaminhado para a Presidência da República, que poderá usá-lo como diretriz para elaborar as políticas para este segmento.

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