Rio - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu ontem o adiamento da votação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) no Congresso Nacional, marcada para a semana que vem. O novo tributo, caso aprovado, servirá para financiar o setor, substituindo a extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
“A mudança na data de votação permite informar melhor os parlamentares, especialmente os da oposição, e a sociedade”, disse Temporão. Para o ministro, ao contrário de anos anteriores, quando “se pedia de forma aleatória dinheiro para a saúde”, agora o governo tem metas, indicadores e projetos bastante claros e objetivos, definidos no PAC da Saúde.
No entanto, caso não consiga aprovar a criação do tributo, que até o ministro admite, enfrenta um “forte sentimento de rejeição da sociedade, especialmente da classe média”, Temporão propôs outras alternativas para financiar a saúde. “A minha luta é para que tenhamos uma solução estrutural. A CSS é uma criação exclusiva do Congresso Nacional. Eu tenho falado que existem outras alternativas” , disse Temporão.
Para ele, esse financiamento poderia vir de “indústrias que potencialmente causam danos à saúde”, como a de cigarros, bebidas alcoólicas e de armas de fogo.