Mau humor não deve integrar o atendimento realizado pelo servidor municipal, seja ele ligado à saúde ou não. A opinião é da diretora do Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm) Sônia Carvalho.
De acordo com ela, o funcionário público não deve, em hipótese alguma, deixar transparecer que está enfrentando algum tipo de problema pessoal ou profissional, refletindo em atendimento de má qualidade para a população. Para isso, Sônia ressalva ser necessário investir em capacitação e treinamento.
“Mesmo aquele funcionário da linha de frente deve receber treinamento e capacitação para enfrentar, às vezes, o mau humor das pessoas com falta de qualidade do serviço público”, defende a sindicalista.
De acordo com informações do próprio secretário municipal de Saúde, Mário Ramos de Paula e Silva, os funcionários recebem treinamento constante e regularmente participam de cursos de capacitação. “A saúde em Bauru tem cerca de 1.500 funcionários e só no ano passado foram feitas mais de 2 mil capacitações”, afirma o secretário.
Para o Sinserm, o mau atendimento pode estar ligado à falta de médicos, enfermeiros e mais funcionários. De acordo com o sindicato, tem muito servidor desempenhando duas funções dentro do município, o que torna difícil o exercício profissional.
Outra reclamação do sindicato envolve as condições de trabalho às quais os funcionários são submetidos, caso dos servidores da Unidade Básica de Saúde do Ipiranga. Devido às obras de reforma no local, o atendimento foi transferido para um prédio improvisado na Vila Independência.
A situação, inicialmente prevista para durar cerca de quatros meses, já completa um ano. No local, funcionários têm um único banheiro e o refeitório foi improvisado no quintal do prédio, coberto com uma lona plástica.