Geralmente associados a um estereótipo masculino, os cargos de chefia podem, em tese, ser ocupados por qualquer pessoa, independentemente do sexo, explica o professor do departamento de psicologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru Luiz Carlos Canêo.
“Em geral, as empresas modernas procuram pessoas criativas e que tenham flexibilidade de comportamento, vontade de continuar aprendendo, capacidade de decidir, bom nível cultural e disposição para atuar em grupo”, diz Canêo.
“Levando-se em conta essas características, fica a pergunta: quem foi que disse que uma mulher não pode chefiar?”, questiona o professor. De acordo com ele, a tendência, nas empresas do século 21 (que valorizam os funcionários enquanto seres humanos integrais), é de que as diferenças de gênero deixem de ser preponderantes na hora de definir se uma pessoa ocupará ou não um cargo de liderança.
“Nas corporações do século 21 - que, ao contrário das empresas tayloristas, encaram o funcionário como seres pensantes (e não como mera força de trabalho) -, o chefe é uma espécie de educador: coordena equipes, define metas de atuação, compartilha responsabilidades com os subordinados. É como se fosse o maestro de uma equipe com foco em resultados objetivos”, lembra.
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Fala-povo
Você prefere ser chefiado por homens ou mulheres?
“Depende do chefe: se for bom, não interessa se é homem ou mulher” - Fernando Ferreira Sanavio, 27 anos, fiscal de loja.
“Além de achar legal ver mulheres em cargo de chefia, considero que elas são mais fáceis de se lidar” - Beatriz Maia, 20 anos, estudante.
“Prefiro homens, pois eles são mais flexíveis para se lidar” - Cleusa de Jesus dos Santos, 47 anos, técnica de enfermagem.
“Nunca tive chefe mulher, mas para mim isso é uma questão indiferente. O importante é a pessoa ter liderança” - Idvanoe de Castro, 32 anos, farmacêutico.
“Prefiro mulheres, pois elas demonstram maior capacidade de liderança quando se tornam chefes” - Vanessa Garcia, 19 anos, auxiliar de vendas.
“Prefiro mulheres, pois elas são mais compreensivas e melhores para se dialogar” - João Carlos da Silva, 48 anos, jornalista.