Uma estudante de 26 anos disse à pilícia que permaneceu durante toda a madrugada de ontem em poder de três pessoas, mas foi liberada, sem ter nenhum bem roubado. No seu relato à Polícia Civil, ela contou que os homens afirmaram que teriam pego a pessoa errada. O caso, que foi registrado como seqüestro e cárcere privado, será encaminhado para apuração no 3º Distrito Policial.
A vítima, que teve o nome preservado, relatou no Plantão Policial que por volta das 1h30 de ontem seguia pela avenida Rodrigues Alves com a sua motocicleta, quando na altura da quadra 7, foi parada por um Monza.
Do carro, disse, saíram dois homens encapuzados que a abordaram. Ela afirma que foi colocada dentro do carro por um deles, enquanto o outro assumiu a direção de sua moto. A estudante disse que foi encapuzada e permaneceu deitada no banco de trás do veículo. Ela relatou que rodaram por cerca de 20 minutos até parar.
Quando o carro estacionou, ela disse ter sido levada a um imóvel e colocada em um cômodo, que descreveu como sendo construído por blocos. Deixada no quarto, ela contou que ouviu o trio discutindo e percebeu que um deles falava ao telefone. A estudante relatou que ouviu um deles dizer: “É, Gutão, nós pegamos a mina errada”.
Ela relata que passou algumas horas até que o trio voltou e a conduziu ao carro. Ainda encapuzada, ela disse ter sido levada até uma vicinal da rodovia Bauru-Marília, na altura do Núcleo Fortunado Rocha Lima, onde foi deixada. Ela disse que dois homens fugiram com o Monza e o terceiro, que devolveu sua motocicleta, fugiu a pé.
A vítima não apresentou ferimentos ou sinais de violência e a sua motocicleta estava intacta.