Entrelinhas

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Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Dias decisivos

A semana será muito importante para Bauru do ponto de vista da conquista de obras. Amanhã, em São Paulo, a audiência pública de concessão da rodovia Marechal Rondon terá a construção da Nações Norte incluída no rol das obras viárias de peso neste pacote. Em outro dia da semana, ainda não definido, o governo do Estado (Transportes e Daesp) estará em Brasília, com a Anac, defendendo a homologação do aeroporto Moussa Tobias em terminal nacional de cargas.

• Anac em Bauru

Etapas fundamentais para a transformação do Moussa Tobias em terminal de cargas já foram vencidas. O evento Voa Bauru/Egav, realizado em abril deste ano, no Aeroclube, recebeu, a convite do Jornal da Cidade, diretores da Anac, que puderam, durante 3 dias, conhecer melhor a cidade e saíram bem impressionados com sua força econômica e seu poder de mobilização.

• Correção do tom

Se o médico Fernando Monti, presidente do PR, será o coordenador da campanha da coligação “Bauru de Todos”, encabeçada por Rodrigo Agostinho (PMDB), o candidato a vereador pelo PT, Roque Ferreira, poderia cuidar do tom da campanha do candidato peemedebista ao Palácio das Cerejeiras.

• A “elite” no alvo

No pouco tempo que teve para falar em nome dos candidatos a vereador pelo PT, Roque Ferreira redirecionou os discursos de Alex Gasparini (PMDB), Geraldo Bérgamo (PC do B), Fernando Monti (PR), Sandro Bussola (PT) e Isaías Daibem (PSB). O alvo era “a elite bauruense”, personificada por eles na candidatura de Caio Coube.

• Mais conteúdo

Quando Roque foi falar, imaginava-se um discurso não menos ácido do que os discursos dos presidentes dos partidos. Foi então que ele surpreendeu: “Não podemos ir para a rua pedir voto discutindo a origem de classe de qualquer candidato. Nós temos que ir para rua pedir voto dizendo com clareza e com firmeza para a população dessa cidade o que é que você (Agostinho) vai fazer na prefeitura...”

• DNA reafirmado

Conhecido por suas posições à esquerda, a versão ‘light’ de Roque teve aplausos da platéia. “A disputa, Rodrigo, não vai se dar nos programas de televisão. O povo dessa cidade não vive a minoridade política para ser enganado por bons marqueteiros”, pregou. Mas para não negar o DNA, completou: “Não existe dois dinheiros. Existe um dinheiro só. E nós sabemos por que a elite econômica e intelectual dessa cidade quer continuar no poder”.

• Desenvolvimento

O agora candidato Rodrigo Agostinho adotou um tom pacificador. Ele disse que a cidade não quer briga e entende que não terá necessidade de atacar nenhum adversário. O candidato se preocupou com a necessidade de atender ao clamor pelo desenvolvimento da cidade. Lembrou que é possível conciliar crescimento econômico, almejado pela população, com cuidados com o meio ambiente.

• Sobre o aeroporto

Agostinho entende que o desenvolvimento de Bauru passa, por exemplo, pela transformação do Aeroporto Moussa Tobias em terminal de cargas. O candidato sugere ocupar o entorno do aeroporto com distritos industriais, aproveitar o potencial de conhecimento gerado pelas universidades e a capacidade do material humano local.

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