Um grupo de jovens, a maioria menores de 18, está tirando o sossego de quem mora na região do Jardim Aeroporto e Vila Universitária. Eles são apontados como autores de uma série de roubos que aconteceram na região nas últimas semanas. Um deles, um garoto de 16 anos já foi identificado pela Polícia Civil, assumiu a autoria de três assaltos. A polícia suspeita que ele esteja por trás de outros e agora busca identificar os demais envolvidos.
Numa noite do final de maio, a estudante de jornalismo Karem Ferraz Carvalho, 21 anos, voltava da casa de uma amiga quando foi abordada por três jovens que chegaram na rua Henrique Savi. “Dois me agarraram e o outro arrancou a minha bolsa”, lembra. Depois do assalto, ela se abrigou numa lanchonete, enquanto o trio foi embora calmamente.
Ela conta que colegas de universidade que moram na área também já passaram pela situação. Ela contabiliza que, nas últimas semanas, pelo menos sete foram roubados por adolescentes entre os bairros Jardim Aeroporto, Vila Universitária, Jardim Planalto e Jardim Infante Dom Henrique. “Na semana passada, duas amigas foram roubadas por dois meninos que apareceram de bicicleta. Uma outra menina da sala apanhou do assaltante”, relata.
Segundo a Polícia Militar (PM), desde o início de maio foram registrados quatro roubos somente na rua Henrique Savi. Por conta dos assaltos, a polícia aumentou o patrulhamento na região. “Intensificamos o policiamento preventivo nestes locais. Inclusive solicitamos apoio da Força Tática”, observa o capitão João da Costa Duarte, comandante da 1.ª Companhia da PM.
Os casos de roubo foram encaminhados ao 3.º Distrito Policial. De acordo com o delegado Silberto Sevilha Martins, titular da unidade, um dos autores já foi identificado. “Fizemos um trabalho de investigação, conversando com comerciantes da área. E chegamos a esse adolescente de 16 anos”, conta. Segundo Silberto, o garoto admitiu três roubos e informou que utilizava arma de plástico.
O delegado explica que o garoto foi ouvido junto de sua avó e o caso foi encaminhado à Delegacia da Infância e Juventude (Diju). “Agora trabalhamos para identificar quem mais estaria cometendo estes roubos na área”, destaca Silberto.