Política

DAE estuda como racionalizar consumo de energia elétrica

Da Redação
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“Azul”, “verde” ou convencional denominam tarifas diferenciadas disponíveis na CPFL Paulista para empresas que, como o Departamento de Água e Esgoto (DAE), consomem grande volume de energia elétrica. No caso do DAE, que precisa de muita potência para impulsionar seus motores e bombas em atividade, são nada menos que 3 milhões e 500 mil kwh mensais de energia utilizada para movimentar inúmeros equipamentos que conduzem água tratada às torneiras de toda a cidade.

Aplicadas na cobrança da energia consumida, as tarifas atualmente praticadas estão sendo motivo de análise por parte de técnicos da autarquia, que estudam variáveis nos horários de utilização em algumas de suas unidades de produção, podendo concluir por tarifas de consumo em faixas de cobrança mais atrativas.

Atualmente o DAE gasta em média R$ 1 milhão, valores creditados a cada 30 dias na conta da CPFL Paulista. O consumo do DAE é necessariamente grande, mas sua administração aposta na redução da demanda, através de estudos, pesquisa e cálculos efetuados e em fase de elaboração. Debruçado sobre números e contratos quantitativos que envolvem 70 contas mensais de consumo, o conselheiro do Departamento, Luiz Antonio Bataglini, direciona a rotina de trabalho nas análises dos dados de demanda e consumo, comparando-os às médias históricas das respectivas instalações. O objetivo é adequar as modalidades tarifárias e as demandas contratadas, gerando economia com os recursos poupados sendo investidos na própria área.

“Tudo depende da demanda e dos contratos firmados com a CPFL”. A meta de Bataglini, que é engenheiro elétrico, avalizado pelo presidente da autarquia, José Mauro da Cunha Carneiro, é ajustar demandas contratadas e registradas, a fim de evitar pagamento de energia não utilizada pelos equipamentos que operam na extração e tratamento da água e no lançamento dos esgotos através das seis estações elevatórias.

As contas de energia elétrica do DAE estão sendo analisadas caso a caso. Existe uma gama de contratos disponibilizados pela CPFL Paulista, que fornecem tabelas específicas de tarifa. Nesse aspecto, o fator custo-benefício está sendo analisado minuciosamente pelo técnico. Entre as ações já implementadas, Bataglini destaca a alteração da estrutura tarifária com opção pela modalidade mais econômica, seja a convencional ou hora-sazonal e adequação das demandas contratadas.

Para tanto, ele comparou situações de consumo verificadas nas horas de utilização durante o dia e nos períodos do ano, concluindo que, para o DAE, as tarifas hora-sazonais seriam vantajosas em certas situações.

“Nos horários de ponta, entre 18h e 21h, os preços chegam a ser cinco vezes maiores. Em contrapartida, fora dos horários de ponta, essa tarifa se torna mais econômica do que na modalidade convencional”, exemplifica. Naturalmente, fora do horário de ponta, as tarifas azul e verde são menores do que as da modalidade convencional. “Quando é possível desligar cargas no horário de ponta, a melhor opção é a tarifa horo-sazonal azul. A diferença de preço chega a ser quatro vezes menor”, revela o técnico.

Já quando se pode reduzir substancialmente o consumo na ponta, a melhor opção é a tarifa verde. “Nela, a diferença de preços é cinco vezes maior no horário de ponta, quando comparada ao consumo fora desse período”, assinalou Bataglini. Mas nem sempre é possível desligar motores de produção de água, nos horários de ponta. “Nesse caso, a tarifa convencional deve ser contratada”, pondera.

As propostas de alteração das modalidades tarifárias envolvem o consumo de energia elétrica gerado por bombas que operam em 20 unidades de produção/reservação, entre as quais os poços Beija-Flor, Jardim América, Bíblia, Jaraguá, Geisel, Vila Industrial, reserva tório Praça Portugal, entre outras.

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