A tarifa de transporte coletivo urbano de Bauru vai a R$ 1,85 a partir de hoje, conforme decreto definido pelo prefeito Tuga Angerami. Com isso, o passe integração passa para R$ 2,25. O governo municipal também aceitou proposta do Conselho de Usuários do Transporte Coletivo Urbano de fixar tarifa diferenciada para quem for pagar o serviço em dinheiro, mas a vigência desta norma se dará somente a partir de setembro próximo. Quem insistir em pagar em dinheiro vai ter de desembolsar R$ 2,00 pelo passe comum. Esta medida está sendo contestada por representação do Sindicato dos Condutores de Veículos (Sindtran) junto ao Ministério Público (MP).
Os valores para a tarifa são os mesmos sugeridos pela maioria dos membros do Conselho de Usuários. O decreto do prefeito publicado no DOB de três de junho passado estabelece que a nova tarifa do passe comum passa de R$ 1,75 para R$ 1,85, enquanto a tarifa do passe integração passa de R$ 2,15 para R$ 2,25.
De acordo com a legislação municipal, estudantes de 1 e 2º graus e ensino superior têm direito a 25% de desconto, desde que sejam menores de 18 anos. A prefeitura comentou que “a planilha de custos do sistema, que justificou a revisão, mostra que houve aumento dos insumos, além de registrar o reajuste salarial concedido a motoristas e cobradores”. O último reajuste da tarifa em Bauru ocorreu no início de maio do ano passado.
A tarifa contempla o aumento nas despesas com folha de pessoal das concessionárias. No acordo coletivo firmado com intervenção do Ministério Público do Trabalho (MPT), os trabalhadores do setor conquistaram reposição de 6,5%, aumento do tíquete-alimentação de R$ 100,00 para R$ 150,00 e pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 120,00, em parcela única, em setembro deste ano.
Ainda assim, a planilha de custo tarifário elaborada pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) foi criticada por membros do Conselho de Usuários em função da inclusão do PLR no cálculo dos custos. Na avaliação de conselheiros, o rateio do lucro auferido pelas concessionárias não pode incidir no sistema.
Apesar do prefeito ter fixado o mesmo valor da tarifa proposta pelo conselho, o custo dos serviços apresentado pela Emdurb é superior, ficando em R$ 1,88 o valor do passe comum.
Com a intenção de reduzir os pagamentos efetuados com dinheiro no sistema, o Executivo também acatou a proposta do Conselho Municipal dos Usuários do Transporte Coletivo que prevê tarifa de R$ 2,00 para o passageiro que optar pelo pagamento em dinheiro, medida que entrará em vigor a partir do início de setembro.
“A medida tem como finalidade estimular a utilização do cartão para pagamento da tarifa, diminuindo a quantidade de dinheiro em circulação no interior dos veículos. Com isso, a expectativa é evitar o risco de assaltos, aumentando a segurança para passageiros e funcionários”, argumenta a administração. Cerca de 35% dos 2,5 milhões de passageiros transportados todo mês em Bauru ainda utilizam dinheiro no transporte coletivo.
O valor do passe integrado em Bauru é maior que o praticado em algumas cidades do mesmo porte, como Piracicaba (SP), onde o custo do passe eletrônico é de R$ 2,10 para uma população de 358 mil habitantes, densidade muito próxima da local. Em outros municípios médios, a tarifa integrada já é inferior à local há vários meses. Em Londrina (PR) o passe está em R$ 2,00, mesmo valor de Presidente Prudente (SP), Araçatuba e outros.