Política

Bauruense é desembargador no TJ-SP

Da Redação
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O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ) empossou na última quinta-feira, na Capital, o desembargador Francisco José Galvão Bruno, bauruense, filho do ex-presidente da Associação Hospitalar de Bauru, Pellegrino Bruno, ao lado de Osvaldo Capraro. Galvão foi oficial de Justiça no Fórum de Bauru, é formado em Direito pela Instituição Toledo de Ensino (ITE), em 1978, e seu ingresso na magistratura foi na vizinha Jaú, como juiz substituto.

A graduação do agora desembargador no curso de Direito local acabou sendo na primeira turma de meio de ano da história da ITE. Após atuar em Jaú, Galvão Bruno assumiu como juiz titular na cidade de Pacaembu (SP), passando depois por Lençóis Paulista.

A esta altura da carreira, o agora desembargador assumiu uma Vara Distrital na Capital paulista mas, logo em seguida, foi chamado ao cargo em confiança de Corregedor dos Presídios do Estado de São Paulo, sendo nomeado pela presidência do Tribunal de Justiça. Depois, ainda assumiu a Corregedoria do Departamento de Inquérito Policial do TJ.

Após essa trajetória, o bauruense exerceu a função de juiz Diretor do Fórum de Santana, uma região da Capital, de onde só saiu para a posse como desembargador, na última quinta-feira. Galvão Bruno é filho de Pellegrino Bruno, casado com Magda Ferrai Bruno, com quem teve os filhos Diego e Ana Beatriz, ambos moradores em São Paulo.

Falando em nome dos empossandos, em cerimônia no TJ, o desembargador Galvão Bruno afirmou: “Nossa posse representa, ao mesmo tempo, uma honra e uma vitória. Honra e vitória pelas quais devemos tanto, e a tantos, que seria impossível nomeá-los todos, ainda que dispuséssemos de horas, até porque estou falando também, não nos esqueçamos, em nome do prezado Osvaldo Capraro”.

Em seu discurso na solenidade de posse, o presidente do TJ-SP, desembargador Roberto Antonio Vallim Bellochi, frisou que “o Tribunal de Justiça recebe nesta data dois juízes largamente experientes. A magistratura não queima etapas. E, por não queimar etapas, é que esses magistrados aqui chegam com experiência, além do preparo que sempre mantiveram”.

Também estiveram presentes à cerimônia o vice-presidente do TJ, desembargador Jarbas João Coimbra Mazzoni; corregedor-geral da Justiça, desembargador Ruy Pereira Camilo; presidente da Comissão do Serviço de Atendimento Psicossocial aos Magistrados e Funcionários do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Antonio Carlos Munhoz Soares; presidente em exercício da Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador José Geraldo Barreto Fonseca; diretor da Escola Paulista da Magistratura, Antonio Rulli Jr.; presidente em exercício da Associação Paulista de Magistrados, Paulo Dimas de Bellis Mascaretti; presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Secção São Paulo, Luiz Flávio Borges D’Urso; e o reitor da Unipalmares, José Vicente.

Em seu discurso, o desembargador Francisco José Galvão Bruno fez agradecimentos a amigos, familiares, servidores, entre outros. Em dado instante, relembrou de seus laços com Bauru e citou vivências específicas: “Nossos irmãos, tios, primos, sobrinhos; também os familiares por afinidade, cuja presença nos alegra; e mesmo a ausência de alguns (como é o caso de meu falecido sogro, José Roberto Ferrari, escrevente exemplar, braço direito do eminente juiz Reinaldo Galli, em Bauru); mesmo a ausência de alguns, eu dizia, ao mesmo tempo em que nos entristece, nos conforta”, disse.

No final de seu discurso, o desembargador bauruense abordou sobre o atual momento vivido pelo Judiciário. “Vimos sendo violentamente criticados; mas as críticas, em si, não incomodam, até porque várias são justas, e mesmo as injustas são bem vindas, desde que de boa-fé. O que preocupa é o espírito delas: na verdade, o que se quer é ver o juiz como servidor desta ou daquela ideologia; em geral ideologias populistas, de uma forma ou de outra. Esquece-se de que o juiz, conquanto servidor público, não é um simples servidor do povo, mas sobretudo um servidor da lei”, ponderou.

Ele prosseguiu no raciocínio sobre o Judiciário: “Muitos, hoje, deslembram que se atrever a tentar realizar o que Thomas Sowell chamou de “justiça cósmica”, curvando-se assim a pressões da imprensa, de partidos políticos ou da opinião pública, é confundir a toga com o manto divino; é arvorar-se em legislador; é substituir o arbítrio do Executivo pelo arbítrio do Judiciário. Como cidadãos, podemos aspirar a que a lei espelhe a justiça, e devemos lutar para que assim seja; justiça, frise-se, no sentido absoluto e objetivo”, emendou.

Para o desembargador, como membros do Judiciário, cabe, a eles, “lutar para que a lei reflita, tanto quanto possível, a justiça; Mas como juízes, porém, devemos limitar-nos a aplicá-la. O juiz há de ser o mais humilde dentre os escravos”, finalizou.

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