Por iniciativa da Comissão de Saúde e Higiene da Assembléia Legislativa e dos deputados do PT Adriano Diogo, Donisete Braga, Maria Lucia Prandi, Rui Falcão e Roberto Felício, foi realizada, na última segunda-feira, um ato solene pelos 60 anos do nascimento de David Capistrano Filho, “médico, comunista e socialista”, nas palavras do presidente do ato, Adriano Diogo. David Capistrano da Costa Filho foi líder estudantil em Pernambuco, onde nasceu em 7 de julho de 1948.
Estudou medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Rio de Janeiro, para onde se mudou logo após ser solto da prisão que cumpriu por sua atividade política durante a ditadura. Começou sua carreira como pediatra, mas logo se dedicou à organização da saúde pública.
Foi secretário de Saúde em Bauru (na primeira gestão de Tuga Angerami – 1983 a 1988) e em Santos e prefeito de Santos. Destacou-se nacionalmente pela sua maneira de pensar a saúde como “uma dívida com os desassistidos”. Sua importância na saúde pública se dá principalmente pela sua participação na criação do Sistema Único de Saúde (SUS).
Preocupado com a humanização da assistência, criou a primeira Casa de Parto e apoiou a reforma psiquiátrica brasileira após as denúncias de maus-tratos nos hospitais psiquiátricos, então as principais instituições de tratamento dos portadores de transtornos mentais.
Capistrano morreu em 10 de novembro de 2000 por falência múltipla dos órgãos, após uma cirurgia de transplante de fígado. Compuseram a mesa do evento os deputados Adriano Diogo, Rui Falcão e Maria Lúcia Prandi, a mãe e a viúva de Capistrano, Maria Augusta e Haydê Benetti de Paula.