Barra Bonita - Os moradores da Estância de Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru)ainda não aderiram à coleta seletiva de lixo.
A população não tem o hábito de fazer a separação dos materiais. Das 750 toneladas de lixo por mês, só 1,5% é recolhido pela Cooperativa dos Catadores de Recicláveis de Barra Bonita (Ecobarra).
Além da falta de hábito, os catadores da cooperativa esbarram na concorrência, segundo o presidente da cooperativa Luiz Ventura. “Há muitos catadores avulsos”, reclama.
Ventura diz que, com a coleta em baixa, os salários não atingem o mínimo. “Somos em 19 catadores na cooperativa. Ultimamente, temos uma retirada mensal de R$ 200,00.”
Para incrementar a coleta, a prefeitura vai desencadear uma campanha, frisa Ventura. “É para incentivar os moradores a separarem o reciclável e doar para a cooperativa.”
Ele ressalta que muitos moradores ainda deixam ir para o lixão, os plásticos, papelões, vidros e latinhas. “Eles precisam entender que é importante a reciclagem, tanto para nós quanto para o meio ambiente”, argumenta.
Segundo o presidente, o catador de reciclável é um agente ambiental. “O presidente Lula assinou um documento definindo o catador de reciclável como um agente ambiental, tal é a sua importância.”
A coleta seletiva é feita diariamente na cidade. “São três bairros de segunda a quinta-feira. Na sexta-feira nós passamos nos mesmos bairros de quinta.”
Na cooperativa as garrafas pets são os produtos mais recolhidos.
“São as campeãs. Mas os vidros, latinhas e papelão ainda estão indo para o lixão da cidade. Uma garrafa plástica, por exemplo, demora mais de 500 anos para se decompor na natureza. Os copinhos plásticos de 200 a 450 anos.”