Auto Mercado

Notas 2


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• Caçula da família

A Citroën dá os primeiros indícios de como ficará a linha C3 e de como será a derivação minivan do compacto que também vai ser fabricada no Brasil. O C3 Picasso, monovolume desenvolvido a partir da plataforma do hatch, vai estar no Salão de Paris, em outubro. Bem ao estilo dos outros modelos que levam a marca do famoso pintor espanhol, o C3 Picasso abusa dos traços ousados.

O estilo “caixotinho” da carroceria lembra um pouco o Berlingo, multivan da Citroën. O capô elevado tem duas protuberâncias nas bordas laterais. Uma moldura com a logomarca da Citroën ocupa o lugar onde normalmente estaria a grade, entre os faróis. Eles ostentam desenhos irregulares e extremidades que formam uma espécie de sobrancelha, que invade as laterais. Uma entrada de ar abriga a placa, entre os faróis de neblina.

Nas laterais, carroceria predominantemente limpa, linha de cintura reta e apenas uma moldura na parte posterior das portas. Na parte de trás da minivan, lanternas verticais na altura do generoso vidro, tampa do porta-malas desprovida de saliências ou vincos e luzes em lentes posicionadas nas pontas dos pára-choques. O monovolume sobre o C3 está sendo planejado pela Citroën do Brasil desde 2006 e deve começar a ser fabricado em Porto Real no final do ano que vem.

• Cilindradas visadas

A Honda passou a oferecer um sistema de alarme para as motos de 250 cm³ de sua linha vendida no Brasil. O dispositivo é composto por uma unidade central, sirene e transmissor e ainda possui sensor de inclinação e de presença, com alarmes sonoros e visual, que são imediatamente disparados quando o sinal do transmissor não é reconhecido. O alarme é oferecido pela rede de concessionárias de motos da Honda e tem dois anos de garantia. Conta com um chicote elétrico próprio e oferece dois controles com botões de ativamento resistentes à água. O aparelho tem preço sugerido de R$ 253,50. Antes, o dispositivo era oferecido apenas para nos modelos da linha CG com 125 ou 150 cilindradas - Fan, Titan e Sport.

• Efeito tequila

A Ford pôs fim à especulação sobre onde será fabricado o novo Fiesta fora da Europa. Por questões estratégicas, a montadora produzirá a próxima geração da linha compacta na planta de Cuautitlán, no México. A produção começa em 2010 e a maior parte dos veículos será enviada para os Estados Unidos. A marca segue a lógica de que o maior mercado do mundo, adepto dos modelos beberrões, começará a se render a veículos menores e mais econômicos.

Além da versão hatch, o novo Fiesta terá uma configuração sedã e outra esportiva. A fábrica mexicana ainda ganhará duas novas linhas para montagem de motores diesel e transmissões. Ao todo, a Ford aplicará cerca de US$ 3 bilhões na planta, o maior investimento do mercado automotivo mexicano até o momento. A expectativa da montadora é que a produção chegue a 500 mil veículos/ano, além de 330 mil motores até 2012, com 85% da produção exportada para os Estados Unidos.

Com isso, dificilmente a fábrica de Camaçari abrigará a nova geração do compacto. O que já corre no mercado, porém, é que o novo Fiesta pode vir do México aproveitando o acordo automotivo entre os dois países e se posicionar acima do Fiesta baiano, como um compacto premium para brigar com Volkswagen Polo, Fiat Punto e Citroën C3.

• Emergente vira gente

A Volkswagen anunciou que o mercado brasileiro passará a ser o segundo principal do grupo no mundo, ficando atrás do mercado chinês. Sendo assim, a Alemanha, país de origem da montadora, passa a ser a terceira no ranking. Segundo o diretor técnico da Volkswagen, Ulrich Hackenberg, a América Latina é o grande mercado emergente e, com a produção instalada no Brasil há muito tempo, é possível projetar modelos específicos para o mercado.

A estratégia da Volks é aumentar a participação no mercado brasileiro. A confiança é depositada principalmente no novo Gol, lançado no final de julho, e na reencarnação do Voyage, sedã baseado no Gol que deverá estrear entre setembro e outubro no mercado nacional.

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