Dos 231 candidatos a vereador em Bauru, o maior contingente de acordo com a ocupação profissional encontra-se entre os profissionais liberais, como médicos, advogados e engenheiros. São 45 postulantes a uma cadeira na Câmara Municipal nesta faixa, o que representa 19,40% do total de registros feitos na Justiça Eleitoral.
Em seguida, aparecem empatados funcionários públicos (municipais, estaduais e federais) e empresários na indústria, comércio e serviços, cada grupo com 12,55% do total de candidatos.
Outras profissões representativas no cenário político bauruense tratam de pessoas ligadas a serviços braçais (9,52%), professores (9,09%) e prestadores de serviços (8,65%), a exemplo de corretor de imóveis, contador e técnicos.
O levantamento foi feito com base nas informações prestadas pelos candidatos à Justiça Eleitoral, as quais estão disponibilizadas no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em menor quantidade, há em Bauru candidatos de outros segmentos: 7,79% de aposentados; 2,59% de estudantes; e apenas 1,73% de donas-de-casa.
Segundo Maria Teresa Kerbauy, professora e cientista política da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o maior contingente de candidatos dessas áreas reflete o perfil da economia da cidade, voltada especialmente para os setores comercial e de prestação de serviços.
Ela diz que a presença dessas ocupações não é exclusividade de Bauru, mas representa a realidade da região Sudeste do País. “Especialmente no Estado de São Paulo temos representantes da classe média urbana atraídos em participar do processo político”, constata Kerbauy. “E aí encontramos profissionais liberais, funcionários públicos, empresários e pessoas ligadas a clubes de serviços. No Sudeste, é significativo o número de vereadores com profissões liberais, acompanhando os dados sobre o grau de instrução mais elevado da região”.
De acordo com a professora, grandes empresários envolvem-se com a política, mas de forma indireta, financiando a campanha de pessoas que representem seus interesses. Ou seja, ela argumenta, na prática, que muitos “emprestam” seu prestígio junto ao eleitorado para, atuar em favor de terceiros, alguns de grupos específicos com interesse nas leis que se votam no parlamento local.
Além disso, no site do TSE constam 13,41% pessoas que informaram “outros” como ocupação e seis (2,59%) que disseram trabalhar como vereadores.
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Perfil dos candidatos
Ocupação 2008
Profissionais liberais 19,40%
Servidores públicos 12,55%
Empresários 12,55%
Operário 9,52%
Professor 9,09%
Prestador de serviço 8,65%
Aposentado 7,79%
Vereador 2,59%
Estudante 2,59%
Dona-de-casa 1,73%
Outros 13,41%
Fonte: TSE