Rio - Em seu segundo dia no Brasil, o ex-banqueiro Alberto Salvatore Cacciola, 64 anos, detido em uma cela no presídio Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8), no Rio, teve uma indisposição estomacal. Segundo seu advogado, Carlos Eluf, ele comeu apenas uma maçã no almoço. “Acho que é nervosismo da viagem. Ele estava preocupado com o que enfrentaria no Brasil, tinha medo de sofrer represálias da Polícia Federal, que acabaram não ocorrendo. Isso deve ter causado um estresse.”
Cacciola era dono do banco Marka e se envolveu em operações que resultaram prejuízo de R$ 1,6 bilhão para o governo brasileiro, durante a desvalorização do real, em 1999.
Em 2005, na Itália, foi condenado a 13 anos de prisão pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira no mercado brasileiro e peculato. Detido em Mônaco em 15 de setembro de 2007, o ex-banqueiro foi extraditado e chegou ao país na madrugada de quinta. “Existem informações falsas, de que ele estava aguardando transferência. Não há a possibilidade de ele ser levado a São Paulo, a família dele mora toda no Rio. Até seria um transtorno. Isso tudo é boato e mentira”, diz o advogado.
Eluf também negou a informação de que Cacciola teria a mesma refeição da diretoria do presídio. “Ele come a mesma comida dos outros presos, nunca pediu para que nós intercedêssemos para tentar um tratamento diferente para ele. Ele é uma pessoa de hábitos bastante simples.”
O ex-banqueiro divide a cela com mais dois presos, ambos de nível superior. “Ele está sendo muito bem tratado, os presos dizem que ele é uma pessoa educada e simpática e demonstraram grande solidariedade com a pessoa dele.”
Indagado sobre quem seriam seus dois companheiros de cela, o advogado diz não saber. “Se fosse por mim, seriam a Gisele Bündchen e a Nicole Kidman”, afirmou, rindo.