Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Testemunhando

Na ação da existência de justa causa para desfiliação partidária movida pelo vereador José Clemente Rezende (DEM) contra o PDT, das cinco testemunhas arroladas, apenas duas compareceram ontem à audiência. As do PDT (Pedro Valentim, Primo Mangialardo e Antonio Pedroso Júnior) não marcaram presença. As incluídas pela defesa de Clemente (Henrique Crivelli e Nelson Fio) depuseram. Os depoimentos foram remetidos ao TRE.

• Aguenta, coração

O ex-prefeito Nilson Costa, 78 anos, candidato a vereador pelo PR, diz que nesta semana fez um check-up completo e que está muito bem de saúde. É bom que esteja em forma porque além de se preocupar em correr para conquistar votos, precisa estar com o coração em ordem no aguardo do recurso que interpôs no TRE contra a decisão da Justiça local que indeferiu sua candidatura.

• Cada um na sua

De Angelis Rino Biagio (PDT), outro candidato perto dos 80 anos, dá um recado que merece ser considerado para quem pleiteia uma cadeira na Câmara Municipal. Segundo ele, que exerceu a vereaça de 1997 a 2000, a atuação do vereador é limitada. “É mentira o candidato falar que vai resolver o problema do asfalto na cidade”, disse, e completou que isso é competência do Executivo.

• Licitação ‘deserta’

A linguagem jurídica diz que é “deserta” uma concorrência quando não aparece nenhum interessado. Isto foi o que aconteceu durante a cessão de abertura de envelopes ontem na Fundação de Previdência (Funprev). O procedimento foi aberto para a venda da folha de pagamentos. Por ora, ninguém se interessou.

• Custa R$ 3 milhões

A Funprev quer R$ 3 milhões pela exclusividade nas operações bancárias de pagamentos de aposentadorias e pensionistas de funcionários inativos da prefeitura. O dinheiro seria utilizado para construir uma sede. Como ninguém formalizou proposta na licitação aberta ontem, a presidência do órgão vai insistir com a abertura de outro procedimento.

• Tem interessado

É bom ressaltar que a fundação recebeu interessados em comprar o serviço. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, apresentou ofício dizendo que se dispõe a pagar os R$ 3 milhões. Mas o documento foi entregue fora do processo licitatório. Outros bancos querem, mas pedem contrato mais longo do que três anos e mudança no pacote de serviços.

• Temor das normas

A série de regras impostas pela legislação eleitoral contra abusos no processo deste ano gera comedimento e receios entre muitos candidatos. Ontem, após conceder entrevista na matéria que mostra os mais jovens e os com maior idade na disputa pela Câmara, a estreante Eduarda Veiga preocupou-se em saber se não era proibido fotografá-la para a matéria.

• Público e privado

O início das programações com entrevistas dos candidatos já apresenta as primeiras opiniões divergentes. Caio Coube (PSDB) disse anteontem, na TV Preve, por exemplo, que terceirizar não é tabu. Já Rodrigo Agostinho (PMDB) trata a questão com reservas. Agostinho diz hoje, na TV Câmara, às 21 horas, que a merenda escolar deve ficar com a prefeitura e Caio acha que o serviço poderia ir para o setor privado.

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