Polícia

Policiais comparecerão ao trabalho na paralisação


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O comparecimento ao trabalho será normal para os policiais civis durante o período de greve, prevista para ter início dia 13. A recomendação consta na cartilha divulgada à imprensa. Neste período, os profissionais deverão utilizar colete da instituição ou camiseta ostensiva, inclusive nas assembléias.

Segundo o documento, a direção da representação coletiva da polícia paulista constituirá comissão composta de dirigentes das entidades participantes para resolver possíveis problemas durante a mobilização. Será incumbência de todos informar a sociedade sobre as razões da greve.

Policiais de expediente, lotados em unidades em que haja plantão ou atendimento ao público, deverão reforçar a escala permanecendo na porta de acesso da unidade para reiterar ao público o motivo pelo qual não haverá atendimento normal. Enquanto a paralisação permanecer, profissionais deverão retirar objetos e equipamentos de propriedade particular das dependências das unidades.

No caso de escolta de preso, interna ou externa, deverá atender a proporção de três policiais civis para cada preso, de acordo com as normas de segurança. Segundo o Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (Sipesp), a medida será implementada porque o governo do Estado declarou que o aumento em 2007 foi de 23%, quando apenas incorporou abonos, gratificações e adicionais. Portanto, não representou nenhum tipo de melhoria salarial à categoria.

Ainda segundo a entidade, o governo descumpre norma constitucional ao deixar aposentados e pensionistas fora dos reajustes. Além disso, São Paulo tem o pior salário do Brasil, informa o Sipesp. Ao aposentar-se, o policial civil perde cerca de um terço do seu salário, acrescenta a entidade. Por meio de carta-aberta, ela explica que a data-base da categoria (1 de março de cada ano, conforme previsão legal) é desconsiderada.

“O Governo afirma que devido à Lei de Responsabilidade Fiscal não pode gastar com o pessoal do Estado mais do que 49% da renda líquida. Mas não diz que gasta apenas 39%, havendo uma sobra em caixa suficiente para reajustar o salário dos policiais civis paulistas”, acrescenta o documento.

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