A operadora de caixa Valdelice Viudes Manzon, 28 anos, tinha acabado de chegar em sua casa, no cruzamento das ruas Olavo Bilac e Francisco Alves, no Jardim Bela Vista, quando passou por um susto. Ela já estava dentro de sua residência quando, após uma batida, uma Brasília subiu na calçada e bateu na sua mureta. Logo que saiu para verificar o que tinha acontecido, viu o veículo batido na sua propriedade e já começou a lamentar a possibilidade de mais um prejuízo. Ela conta que não faz uma semana que mandou consertar o portão da casa, após um ônibus ter invadido a calçada em mais um acidente.
Segundo informações obtidas no local, pouco antes das 18h30, a Brasília conduzida por Márcio Pereira Silvestre, operador de guilhotina, seguia pela rua Olavo Bilac quando, no cruzamento com a Francisco Alves, colidiu com o Gol conduzido pelo agente penitenciário Paulo Henrique Queiroz Martins, que de acordo com a sinalização da via, tinha a preferencial.
Após a colisão, o condutor do Gol conseguiu parar o veículo, mas a Brasília ainda bateu na mureta da casa de Manzon. A Unidade de Resgate (UR) do Corpo de Bombeiros foi acionada para atender Silvestre, que no acidente teria ferido o supercílio. Ele foi levado ao Pronto-Socorro Central (PSC). Queiroz e o passageiro do Gol nada sofreram, assim como o rapaz que estava no carro do operador de guilhotina.
Assustada com mais um acidente, Manzon pediu reforço na sinalização para o cruzamento. “Um ônibus quase entrou na minha cozinha. Terminei de arrumar o portão na semana passada. Aqui precisava de mais placa, de uma lombada. É muito perigoso”, conta. O cruzamento fica na quadra da Escola Estadual José Aparecido Guedes de Azevedo. Para os moradores do local, o investimento na sinalização e a implantação de uma lombada aumentaria a segurança dos estudantes.