O cadastramento amplo e bem feito dos carroceiros, previsto no substitutivo aprovado pelo Legislativo, é o primeiro passo para resolver a questão em Bauru. A avaliação é da vereadora Majô Jandreice (PC do B), integrante da Comissão de Obras, Serviços Públicos, Habitação e Transportes, responsável pela elaboração do texto submetido à Câmara.
“Neste momento, nós não sabemos quantos são na cidade, que situação estão os animais, que horas vão trabalhar. Vamos saber onde estão, que bairro estão, se são adultos, crianças. Não sabemos nem quantas pessoas sobrevivem do trabalho com animais. A partir daí, elaborar um projeto social de capacitação e ajuda a essas pessoas”, diz.
De acordo com ela, a lei proposta pelo Executivo era bastante complexa, abrangente e, num primeiro momento, seria muito impactante para os carroceiros.
“Não foi desrespeitando as entidades na questão de não ter preocupação com os animais. Muito pelo contrário. O objetivo é que vá se fazendo, se aplicando”, informa. Até porque foram os veículos de tração animal os primeiros a tomarem as ruas, pondera major Nelson Garcia Filho, comandante interino do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I).
“Eles têm que ser respeitados. A gente tem que dar um jeito de acomodar todo mundo. É uma forma de sobrevivência e um meio de transporte”, ressalta. O comandante, no entanto, acredita que um pouco mais de técnica no que diz respeito ao trânsito poderia ser sido aproveitada pelo substitutivo. Para evitar a morosidade em alguns pontos, o tráfego das carroças poderia ser antecipado, sugere.