Rio - Com um placar apertado, o plenário da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou ontem o parecer do Conselho de Ética que pedia a cassação do mandato do deputado estadual Álvaro Lins (PMDB-RJ) por quebra de decoro.
O parecer foi aprovado com 36 votos favoráveis, 24 contrários e três abstenções. Eram necessários ao menos 36 votos para aprovar o parecer - aprovado com esse número mínimo.
Lins é apontado em investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal como o chefe operacional de um esquema de pagamentos de propina dentro da estrutura da Secretaria de Segurança do Rio quando ele era chefe da Polícia Civil do Rio.
Ele chegou a ser preso em flagrante no fim de maio durante a operação Segurança Pública S/A, que desarticulou o suposto esquema. Mas ele foi solto por determinação da Alerj. Os deputados julgaram que o flagrante não estava configurado.
Na ocasião, Lins negou sua participação no esquema e se disse vítima de adversários políticos por causa das eleições de outubro. Lins afirmou ainda que a denúncia do Ministério Público à Justiça foi feita com base em “premissas faltas”.
Recurso
Anteontem, o parlamentar retirou o recurso que pretendia anular a tramitação do seu processo de cassação aprovado na última terça-feira. De acordo com a assessoria da Alerj, Lins fez o pedido por volta das 11h30 de anteontem durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia, que discutia o pedido feito pelo deputado na última sexta-feira.
Lins pediu a palavra no meio da sessão e perguntou se podia voltar atrás em seu pedido, no que foi atendido. Ele alegou que não queria aumentar o desgaste que o atraso em seu processo de cassação poderia render.