• Caçamba nova no pedaço
A Nissan já deu início à sua mais recente investida no Brasil. Após pouco mais de oito meses do lançamento da pick-up média Frontier SEL, importada da Tailândia desde o fim de novembro, a montadora japonesa anunciou que já começou a produção da versão nacional do modelo, no complexo da Renault de São José dos Pinhais, no Paraná. A nova Frontier chegará ao mercado até o fim do ano - até lá, a versão importada da Tailândia continua sendo vendida. A antiga geração da pick-up média, fabricada no país desde junho de 2002, e SUV médio X-Terra, já deixaram de ser produzidos.
Chamada de Nova Frontier, a futura pick-up usa uma nova plataforma própria e tem um visual frontal bem próximo ao do SUV médio Pathfinder. A Nissan trabalhou durante o último mês de julho na adaptação da linha de montagem do modelo para receber o novo ferramental. Vendida em versões com câmbio manual e automático, por R$ 116.900 e R$ 122.900, a pick-up manterá sob o capô a unidade de força 2.5 litros turbo-diesel, usada na SEL importada. É um quatro cilindros, com 16 válvulas, injeção direta commom-rail e duplo comando no cabeçote. Ele gera 172 cv de potência aos 4 mil giros e robustos 41,1 kgfm de torque aos 2 mil rpm.
• Investida pesada
A MWM International do Brasil apostou alto e ganhou. A subsidiária venceu a disputa internacional, promovida pela matriz americana da Navistar, para a produção e usinagem de blocos de motores para equipar caminhões nos Estados Unidos. Os blocos são dos motores de seis cilindros em linha Big Bore MaxxForce 11 e 13, que têm 10,5 litros e 12,4 litros, respectivamente, com potências entre 330 cv e 475 cv.
Para ser escolhida pela matriz, MWM International do Brasil teve de criar um complexo processo de produção. O caso é que o bloco do Big Bore é feito numa liga especial de ferro grafite comprimido - compressed graphite iron ou CGI em inglês, conhecido também como aço vermicular. O CGI é muito mais difícil de ser trabalho por ser 70% mais resistente e 40% mais rígido que o ferro cinza tradicional. Mas exatamente por essas propriedades, o CGI permite que as paredes do bloco sejam mais finas e o conjunto fique mais leve que de motores normais - o Big Bore pesa apenas 1018 kg. Foram 18 meses de adaptação da unidade de produção, em Santo Amaro, na cidade de São Paulo - os blocos são fundidos e fornecidos pela Indústria de Fundição Brasileira de Tupy, instalada ao lado da unidade da MWM em São Paulo.
O investimento na linha foi de US$ 36,8 milhões - cerca de R$ 57,6 milhões e o principal destino dos motores é a pequena cidade de Huntsville, no estado do Alabama, nos Estados Unidos, onde fica a unidade da Navistar que produz os caminhões semipesados e pesados WorkStar, TranStar e ProStar. Serão produzidos inicialmente 10 mil unidades, com projeção de 20 mil blocos em 2009 e 30 mil em 2010.