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Valorização de área é empecilho para empresa se instalar em Bariri

Por Davi Venturino | Com Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Bariri - Representantes do grupo Faróleo Comércio de Produtos Alimentícios Ltda., de São Paulo, procuraram o apoio do prefeito Francisco Leoni Neto (PSDB) para reativar o parque industrial da extinta indústria de óleo Resegue, em Bariri (56 quilômetros de Bauru). No entanto, o maior empecilho para a reativação da indústria é o valor do terreno, avaliado em R$ 5,6 milhões.

Representantes do grupo Faróleo, entre eles o presidente do grupo, Nemer Abdul Massih, e o diretor industrial, Antônio Ângelo de Andrade, participaram da reunião na última quinta-feira. Segundo a assessoria de comunicação da prefeitura, eles formalizaram e protocolaram documento explicitando o real interesse de reativar o parque industrial da antiga Resegue.

Além disso, solicitaram também o apoio do poder público no sentido de reiterar o pedido de extinção do próximo leilão dos terrenos da Resegue, ainda sem data definida, e de uma nova avaliação do valor da área. Para o grupo, o terreno de 115 mil metros quadrados, avaliado em R$ 5,6 milhões, estaria com valor cinco vezes acima do praticado pelo mercado, o que inviabilizaria o negócio.

“A empresa pediu para fazer a reavaliação, um valor justo para poder fazer os acertos. Agora, quando isso vai acontecer, eu não sei dizer, mas foi solicitado. O advogado é que pediu para que se faça a avaliação”, comenta Andrade.

O grupo Faróleo possui, atualmente, duas empresas de óleos vegetais, uma localizada em Santo Anastácio e uma recém-adquirida unidade em Bauru, ambas com o nome Sina. Possui, também, uma empresa de processamento de ovos em Diadema, chamada Fama Ovos.

Conforme o JC divulgou na edição de ontem, o grupo Faróleo arrematou em leilão os equipamentos da Resegue, até então pertencentes à massa falida da empresa. A escolha de Bariri para a implantação da nova unidade do grupo foi determinada por um estudo realizado em cerca de dois anos, que mostrou que a cidade é a mais bem localizada do Estado de São Paulo para a produção de óleo.

Caso o negócio se concretize, a unidade de Bariri virá para complementar o ciclo de produção do grupo no Estado e receberá o nome Sina Bariri Alimentos Ltda. A estimativa é que a nova empresa gere cerca de 400 a 450 empregos diretos na cidade, além de impulsionar a agricultura local.

Apoio

O grupo conta com o apoio do prefeito Leoni, que prometeu elaborar uma peça jurídica, por parte do município, reiterando o pedido de reavaliação do valor do terreno junto ao juiz da falência. “É de grande interesse para o município resolver o problema da massa falida e, melhor ainda, receber uma indústria que trará empregos e desenvolvimento local”, confirma o prefeito.

O vice-presidente da Faróleo, Simon Nemer Abdul Massih, explicou que assim que tiver “conforto” jurídico e a posse legal do terreno, o grupo reativará a indústria de imediato. “Caso isso não aconteça, seremos obrigados a retirar os equipamentos, pois temos um prazo legal de cerca de 30 a 60 dias após a compra. Para retardar a contagem do prazo, ainda não retiramos a carta de arrematação”, conta.

O diretor industrial ressalta que a unidade de Bariri deverá contar com três linhas de produção para o esmagamento de sementes oleaginosas como soja, amendoim, mamona e outras que agrupam ou fazem parte do desenvolvimento industrial no campo do biocombustível.

Os equipamentos comprados pela Faróleo no leilão foram avaliados e, de acordo com Andrade, apesar de parados por cerca de 20 anos, estão em plenas condições de uso. “A tecnologia desses equipamentos não evoluiu muito. Eles ainda são o que há de mais moderno e estão conservados, não precisando de grande manutenção para voltar a funcionar”, conclui Andrade.

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