Auto Mercado

Notas 2


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• Cerveja com pimenta

A General Motors escolheu a pátria-mãe do Captiva para fazer o lançamento do crossover para a imprensa brasileira. O utilitário médio será apresentado oficialmente no México, entre os dias 17 e 20 de agosto. Ainda este mês, o modelo começará a ser vendido nas mais de 550 revendas da marca no país, segundo a própria montadora.

O Captiva chega com motor 3.5 litros com seis cilindros em “V”, 24 válvulas de 254 cv a 6 mil rpm e 35 kgfm a 2.500 giros, transmissão automática e tração integral 4X4. O preço do veículo deve ficar em torno de R$ 90 mil no mercado brasileiro, mais barato que seus concorrentes, como o Dodge Journey - R$ 98.900 -, Honda CR-V - R$ 110 mil com tração 4X4 - e Toyota RAV 4 - R$ 114 mil.

• Serra clássica

Os clássicos prometem subir a Serra Fluminense no início do próximo mês. A Serra dos Órgãos, próximo à cidade de Teresópolis, vai sediar o Circuito Imperial Bradesco Seguro Auto, que inclui um rali de regularidade de modelos esportivos antigos fabricados entre 1931 e 1975.

O evento, organizado pelo Veteram Car Club, acontece entre os dias 4 e 7 de setembro. Além do rali, o circuito prevê o 19º Encontro de Automóveis Antigos paralelamente às celebrações pelos 40 anos do Veteran Car Club. Os organizadores do evento esperam a participação de até 150 modelos clássicos, com idade limitada a 30 anos, no mínimo.

• Sinal dos tempos

A ameaça chinesa se tornou real mais cedo do que se imaginava. No primeiro semestre de 2008, o país asiático se tornou segundo produtor mundial de automóveis, com 5,2 milhões de unidades fabricadas, superando os Estados Unidos em 310 mil unidades. Com isso, a China se tornou o segundo maior produtor, atrás apenas do Japão, que registrou 6,06 milhões de unidades feitas.

Já o Brasil desbancou a França e assumiu a sexta posição no ranking de maiores produtores de automóveis. O volume registrado no mercado brasileiro foi de 1,69 milhão de unidades feitas nos primeiros seis meses do ano, enquanto os franceses fabricaram 1,57 milhão. A Alemanha continua com a maior produtora européia, com 3,31 milhões e a quarta posição no ranking. Em quinto vem a Coréia do Sul, com 2,08 milhões.

• Bolsa que salva

O Cesvi Brasil - Centro de Experimentação e Segurança Viária - resolveu fazer as contas sobre a eficiência do airbag na proteção dos motoristas e passageiros. O estudo elaborado pela entidade concluiu que nada menos que 3.426 mortes poderiam ter sido evitadas em acidentes envolvendo automóveis de passeio nos últimos seis anos. Além disso, evitaria que 71.047 pessoas sofressem ferimentos leves no mesmo período.

O levantamento do Cesvi tomou por base dados compreendidos entre os anos de 2001 e 2007 e informações coletadas junto ao Denatran, ao NHTSA - National Highway Traffic Safety -, dos Estados Unidos, do IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica aplicada - e da ANTP - Associação Nacional de Transportes Públicos. No período, 489 vítimas foram salvas pelo airbag em acidentes automobilísticos. O número representa 1,4% do total de mortes estimadas nas ruas e estradas brasileiras anualmente, que gira em torno de 35 mil.

Ainda segundo a pesquisa da organização, se esse número de mortes e ferimentos tivesse sido evitado, seriam economizados quase R$ 3,8 bilhões em gastos médicos.

• Crise globalizada

A Mazda pode ser a próxima marca na fila de enxugamento do Grupo Ford. Segundo a revista norte-americana “BusinessWeek”, a fabricante ianque estaria disposta a vender os 33,9% de ações que possui da marca japonesa. Segundo a publicação, esta seria a melhor alternativa para a Ford captar recursos em um momento de crise. Afinal, as vendas de SUVs e pick-ups caem vertiginosamente nos Estados Unidos.

Do ano passado para cá, a Ford promove um grande enxugamento de seu grupo. Vendeu a britânica Aston Martin em julho de 2007 por US$ 925 milhões, para um grupo de investidores liderados por David Richards, ex-chefe das equipes de Fórmula 1 Benetton e BAR. Em março deste ano, foi a vez das duas outras marcas inglesas que faziam parte do grupo, Jaguar e Land Rover, passarem para as mãos da indiana Tata Motors, por US$ 2,65 bilhões. No ano passado, o jornal “The New York Times” publicou matéria dando como certa também a venda da Volvo pela Ford. A marca sueca contribuiu para o rombo do trimestre com um prejuízo de US$ 151 milhões. Curiosamente, a Mazda se mostra uma das mais rentáveis atualmente, com previsão de lucro para este ano de US$ 750 milhões.

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