Polícia

Jovem morre em acidente com duas motos na Nações

Marcelo de Souza e Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Um acidente envolvendo duas motocicletas causou a morte de um rapaz de 19 anos, ontem, na quadra 41 da avenida Nações Unidas, no Jardim Contorno, em Bauru. O acidente ocorreu por volta de 4h e deixou mais duas pessoas feridas.

Segundo o registrado em boletim de ocorrência, o auxiliar de estoque André Guilherme Paceli tinha acabado de sair do trabalho e levava Fábio Pereira da Silva, 21 anos, na garupa de sua Honda CG 150 Titan KS cinza, placa BZZ 3990, de Bauru. Momentos depois, quando seguia pela avenida rumo ao Núcleo Bauru 22, ele se chocou contra a traseira da motocicleta Honda CG 125 Cargo amarela, placa DGR 2320, de Bauru, conduzida por Paulo César de Barros Souto, 32 anos, entregador de jornais que presta serviços ao JC.

Com o choque, Paceli foi arremessado da moto e bateu contra um poste, falecendo no local com traumatismo craniano. Silva, que estava na garupa, sofreu fratura na clavícula, escoriações nas pernas e permanecia internado no Hospital da Unimed até o início da noite de ontem, mas não corria risco de morte.

Souto, que teve a queda amortecida pelos jornais, não sofreu ferimentos mais sérios. Ele contou ao JC que está bem, mas abalado psicologicamente. “Só lembro de ouvir o barulho de uma moto acelerando atrás de mim, seguido de uma freada. Mas não vi nada, só senti a pancada. Depois, só lembro de quando eu já estava no pronto-socorro”, recorda-se.

Ele destaca que não realizou nenhuma manobra brusca que pudesse ter interferido no trajeto da moto que vinha atrás. “Eu estava com a moto cheia de jornais, não tinha como fazer nenhum movimento rápido ou acelerar demais”, observa.

Conforme apurou a reportagem, Paceli morava com a mãe, Andréa, na quadra 1 da rua Higa Ancho, no Núcleo Bauru 22. No entanto, o restante da família vive em Lins, a 100 quilômetros de Bauru.

Por telefone, a avó da vítima, Lucinéia Bittencourt Paceli, relatou que todos foram surpreendidos com a notícia do falecimento do parente e que Andréa está “desnorteada”. “O André era um menino bom, trabalhador. Sempre que podia, vinha me visitar aqui em Lins. Eu era a ‘avó-mãe’ dele. Não tinha nenhuma queixa do meu neto”, diz. Segundo Lucinéia, o corpo do rapaz já havia chegado à cidade e seria sepultado na manhã de hoje, no Cemitério da Saudade de Lins.

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