Sem capuzes e armados, dois homens chegaram a um bar localizado na quadra 6 da rua São Sebastião, no Jardim da Grama, em Bauru, no final da tarde de ontem, e dispararam várias vezes na direção do carpinteiro Ivan Anacleto de Almeida, 26 anos, na frente de quatro pessoas que estavam no estabelecimento. Ao entrar no bar, um dos dois homens olhou para o carpinteiro e disse ‘É você’. Em seguida, ambos atiraram em Almeida, que no último dia 7 já havia sido atingido por quatro tiros, nas pernas.
Desta vez, gravemente ferido por seis perfurações nas costas e no peito, ele foi socorrido por uma viatura do Serviço Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Pronto-Socorro Central (PSC), onde recebeu os primeiros atendimentos.
Em estado grave, Almeida foi transferido para o Hospital de Base, onde foi submetido a uma cirurgia. Ainda ontem, ele permanecia internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e corria risco de morte.
Pela maneira que o crime de ontem ocorreu, fica claro que a intenção era executar o carpinteiro. A polícia prefere não comentar, mas há fortes indícios de que Almeida foi baleado pelas mesmas pessoas da primeira tentativa de homicídio - ou por alguém a serviço de quem estava decidido a matar o carpinteiro. Quando foi baleado no dia 7 deste mês, ele estava na via pública, na quadra 1 da rua Arnaldo Rodrigues de Almeida, no Parque Jaraguá.
Na ocasião, uma moto Twister prata passou pelo local e a pessoa que estava na garupa efetuou vários tiros, dos quais quatro deles acertaram as pernas de Almeida. A dupla fugiu sem que ninguém anotasse a placa da moto. Ao ser socorrido, o carpinteiro, que saiu da prisão há pouco tempo, disse desconhecer o motivo da agressão.
O tenente Samuel Gomes Pereira, comandante da Base Comunitária Noroeste da Polícia Militar, esteve no local da tentativa de homicídio de ontem e apurou que a dupla que atirou em Almeida chegou ao local de moto, que foi deixada estacionada a uma quadra do bar. Após efetuar vários disparos e deixar a vítima gravemente ferida, fugiu no mesmo veículo, mas a placa não foi anotada.
Segundo o delegado plantonista Ronaldo Divino, ainda não há informações concretas sobre a relação entre as duas tentativas de homicídio contra o carpinteiro. “Ainda estamos investigando e não podemos confirmar nada. Qualquer informação nesse sentido seria pura especulação”, afirma.
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Semelhante
Pode não haver ligação entre os crimes, mas é o segundo caso registrado em Bauru nesta semana em que a vítima já baleada anteriormente sofreu um segundo atentado. Na segunda-feira passada, Fabiana da Silva, 31 anos, foi morta dentro de sua casa, no Núcleo Fortunato Rocha Lima, um mês e dez dias após ter sofrido uma tentativa de homicídio.
Na primeira ocasião, ela foi atingida por três tiros em frente de casa, ao atender um telefonema no orelhão. Gravemente ferida, permaneceu 14 dias hospitalizada. Estava recuperando-se em casa quando, então, um homem entrou na casa quando Fabiana estava sozinha. Ele efetuou vários disparos, dos quais três a mataram. Após o primeiro atentado, Fabiana reconheceu, por meio de fotografia, o autor dos disparos.
Na investigação, policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) prenderam temporariamente uma pessoa acusada de envolvimento na tentativa de homicídio.
Na ocasião, o delegado da Equipe de Homicídios, Ricardo Dias, informou que a motivação do crime foi vingança e ressaltou que mais uma pessoa envolvida no caso estava sendo procurada pela polícia.