Internacional

Madri: falta de informação irrita familiares

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Madri - Os familiares dos 153 mortos no acidente aéreo ocorrido na última quarta-feira no aeroporto de Barajas, em Madri, se impacientam por não receber explicações satisfatórias sobre o sucedido. A direção da companhia aérea Spanair realizou ontem a segunda reunião com as famílias das vítimas.

No hotel próximo ao aeroporto, onde estão hospedadas as famílias das vítimas que não vivem em Madri e onde as reuniões ocorrem, “o tom dos protestos está aumentando”, declarou Magali Baton, mãe de um menino morto no acidente.

Identificação

Até ontem à tarde, legistas tinham identificado 50 das 153 vítimas do acidente, de acordo com informações divulgadas pelo prefeito de Madri, Alberto Ruiz-Gallardón. As outras 103 vítimas serão identificadas através das digitais ou DNA.

Brasileiro

O corpo do brasileiro Ronaldo Gomes Silva, que estava entre as 153 vítimas do acidente aéreo foi identificado por meio de impressões digitais e deve ser cremado na Espanha. As informações são do irmão dele, Rondinaldo Alves da Silva. “Cheguei para reconhecer o corpo, mas ele estava muito carbonizado. Os psicólogos aconselharam a não entrar”, afirmou Rondinaldo.

Falhas

O diretor-geral do departamento de Aviação Civil espanhol, Manuel Bautista, disse que uma sucessão de falhas provocou a queda do vôo JK 5022 da Spanair, que culminou na morte de 153 pessoas e deixou 19 feridos. “Não estou tão seguro de que falhou somente o motor. Uma falha no motor não é a causa de um acidente.”

O vídeo do acidente não mostra nenhum incêndio ou ruído de explosão antes da queda da aeronave. O vídeo gravado pela Aena (agência que controla aeroportos e o tráfego aéreo) da decolagem do vôo revela que a aeronave tocou a pista -após uma possível perda de potência- e, depois de voar só alguns metros, caiu para a direita.

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