• Versão perua
A Opel e seu braço inglês, a Vauxhall, exibem a recém-lançada configuração perua da linha Insignia, sucessora do Vectra europeu. Chamada de Sports Tourer, a “station wagon” com altura elevada e jeitão de crossover será apresentada oficialmente no Salão Internacional de Paris, entre os dias 4 a 19 de outubro. A perua é a terceira variação de carroceria do médio-grande, que já possui variantes sedã e hatch. A parte traseira do modelo se destaca pelas lanternas volumosas, que avançam sobre a lateral se unindo ao marcante vinco ascendente, que se inicia nas portas dianteiras.
O porta-malas da Sports Tourer tem capacidade para 540 litros com os bancos na posição normal. A distância entre-eixos da perua, 2,74 metros, é idêntica à das demais carrocerias, embora o seu comprimento total seja 8 cm superior, perfazendo 4,91 metros. O modelo estreará dois motores, ambos turbocomprimidos, um a gasolina de baixa cilindrada e outro a diesel, que se juntarão às sete opções de motorização já apresentadas com os sedãs da família. A faceta crossover do modelo fica por conta do sistema de tração integral, que estará disponível como opcional.
O veículo contará com um sistema de controle eletrônico de suspensão, batizado de “Flex Ride”, que oferece três modos de amortecimento. Estará disponível também o sistema “Opel Eye”, capaz de ler e memorizar sinalizações de trânsito e alertar o motorista em caso de mudança inadvertida da faixa de rodagem.
• A busca
A Chrysler confirma que está à caça de novas parcerias com fabricantes estrangeiros. A montadora norte-americana, pertencente ao grupo financeiro Cerberus, negocia a fabricação de modelos da Fiat em suas plantas com maior capacidade ociosa nos Estados Unidos. A Fiat não vende automóveis no mercado americano desde 1995 e, segundo o vice-presidente da Chrysler, Tom LaSorda, os modelos mais cotados para a reintrodução da marca são o subcompacto Fiat Cinquecento e um Alfa Romeo.
Além da montadora italiana, a Chrysler também busca novos parceiros na Rússia, China, Índia e América Latina - onde pretende aumentar a sua penetração de mercado por meio de uma parceria de vendas com a fabricante chinesa de compactos Chery. Nos próximos meses, a Chrysler começa a fabricar um sedã médio sobre a plataforma do Tiida em parceria com a Nissan, no México, para preencher uma lacuna de sua linha de produtos norte-americana.
Outras duas montadoras de mercados considerados emergentes estão sendo sondadas. Uma delas é a Great Wall Motor, maior produtor privado de automóveis da China. Outra é a Gaz, tradicional fabricante russa de veículos comerciais, que está expandindo a produção de modelos de passeio e começou a produzir, sob licença, a antiga geração do sedã Chrysler Sebring em duas fábricas na Rússia.
• A crise
A crise da queda nas vendas de utilitários-esportivos e SUVs nos Estados Unidos, provocada pelo aumento do preço do petróleo, respingou na Delphi. Uma das maiores fornecedoras de autopeças do mundo, a empresa anunciou que demitirá 600 funcionários da divisão norte-americana de Eletrônica e Segurança.
A empresa alegou que a queda na demanda por componentes no país gerou prejuízos consecutivos para o setor de fornecimento. Culpa das fortes perdas dos fabricantes automotivos, que levou a diminuição das compras de equipamentos para automóveis. A eliminação desses postos de trabalho faz parte de um plano de redução de custos, cujo objetivo é a economia de 25% sobre as despesas atuais.
A Delphi encontra-se em recuperação judicial financeira desde 2005, quando declarou bancarrota e iniciou o seu processo de reestruturação. Desde então, os anúncios de demissões ou fechamento de plantas têm se tornado mais freqüentes.