Polícia

Perdido, portador de mal de Alzheimer é achado por cão

Gabriel Ottoboni
| Tempo de leitura: 2 min

Perdido há mais de 24 horas, um portador do mal de Alzheiner só foi localizado ontem à tarde em Bauru com o auxílio de um cão farejador da Polícia Militar (PM). O drama lembrou roteiro de filme. Vítima da doença há sete meses, o pedreiro Henrique dos Santos, 56 anos, estava desaparecido desde às 12h de quinta-feira. Foi visto pela última vez nas proximidades de sua residência, localizada no Parque Real. Segundo os vizinhos, a vítima levava um saco com lixo.

“O chamei para almoçar e não o vi mais”, conta a esposa de Santos, a dona de casa Francelina Gomes Alves, 55 anos. De acordo com ela, o sumiço de Santos não é novidade. “Quando desaparece, não conversa com ninguém, sempre fica escondido”, ressalta. Preocupada com o marido, Francelina entrou em contato com o Corpo de Bombeiros, que deu início às buscas, com o auxílio do helicóptero Águia da PM. No entanto, não obtiveram êxito. A alternativa foi recorrer ao faro do pastor alemão Apache para localizar, o quanto antes, o pedreiro.

Segundo o cabo Luiz Cláudio Munhoz, o cão foi lembrado pela própria Força Tática para proceder buscas nas proximidades de um terreno de mata fechada próximo ao Parque Real. Como muitos policiais já haviam passado pelo local, encontrar pistas era cada vez mais difícil. Mas o faro aguçado do animal funcionou. “Recolhemos uma peça de roupa do desaparecido, ainda por lavar, e a colocamos em contato com o cão”, explica. Uma hora depois, Santos foi encontrado. No momento da abordagem, aparentava cansaço físico. Foi levado ao Pronto-Socorro Central para ser medicado, mas passava bem.

Para a esposa, o próximo desafio é procurar tratamento para o marido. “Não consigo trazê-lo para acompanhamento, pois ele se recusa a entrar em carro, ônibus, em tudo”, justifica. Segundo o soldado Oséias da Silva, o feito do animal não é por acaso. “O trabalho é desenvolvido há anos. Temos vários cães treinados para buscar pessoas e também auxiliar na captura de presos. Para o soldado, a localização de Santos somente foi possível graças à peça de roupa e ao próprio cão.

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