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Brasil quer aumentar participação no mercado mundial de genética bovina

Folhapress
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São Paulo - Maior exportador mundial de carne bovina, setor em que obteve receita de US$ 4 bilhões no ano passado, e o quarto maior na venda externa de gado vivo para engorda, o Brasil agora pavimenta o caminho no exterior para negociar mais genética bovina desenvolvida no país por meio de embriões e doses de sêmen.

Os pecuaristas brasileiros têm tradição na seleção de zebu, gado de origem indiana recomendado para a produção de carne e leite nos trópicos. Mas também há negócios com países de clima temperado.

Em 2007, os embarques oficiais de sêmen somaram 163 mil doses, crescimento de 55,5% em relação a 2006. Para este ano, é esperado outro crescimento expressivo, de pelo menos 50%, diz Gerson Simão, gerente de Relações Internacionais da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu). Segundo especialistas nesse mercado, o contrabando movimenta o dobro de doses comercializadas formalmente.

O país também exporta embriões. Há embarques para o Canadá desde o ano passado, e empresas montam centrais de reprodução em outros países da América Latina.

“O interesse pela genética brasileira em países como Venezuela, Paraguai, Colômbia e México é cada vez maior”, diz o professor da USP Lino Rodrigues Filho, presidente da Asbia (Associação Brasileira de Inseminação Artificial).

Participação modesta

A participação do Brasil no mercado global de genética bovina é modesta. Os 7,5 milhões de doses de sêmen comercializadas no País correspondem a 2,5% dos 300 milhões negociados no mundo por ano, aponta a Asbia (Associação Brasileira de Inseminação Artificial).

Na esteira dos melhores preços da pecuária neste ano, a indústria da inseminação artificial no Brasil deve crescer de 15% a 18% em 2008, depois de avançar 11% em 2007, afirma Lino Rodrigues Filho, presidente da Asbia.

Pesquisador da Embrapa e responsável pelas estatísticas da Sociedade Brasileira de Tecnologia de Embriões, João Henrique Moreira Viana estima que no ano passado 100 mil bovinos tenham nascido de “barrigas de aluguel’’. Para isso, de 260 mil a 280 mil embriões foram transferidos, diz.

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