Tribuna do Leitor

As pistas de atletismo em Bauru


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Gostaria de manifestar o meu repúdio em relação ao Esporte Clube Noroeste e à Universidade de São Paulo.

Esse clube desportivo e essa universidade pública estadual, mantida através de impostos que todos nós pagamos, dão um péssimo exemplo para com a comunidade que gostaria de praticar esportes em suas dependências, pois tanto o Noroeste quanto a USP têm as suas pistas de atletismo, porém, não pode ser usada pela comunidade.

Em meados de 2003, ficou terminantemente proibido o uso da pista de atletismo do Noroeste. Antes, a mesma era usada pela equipe de atletismo de Bauru, comandada pelo Cabo Alcides, e pela comunidade, afinal o espaço era um dos mais propícios para a prática do esporte tendo em vista a estrutura do local como caixa de areia para saltos, arremesso de dardo, salto com vara, etc, mas por motivos não esclarecidos até hoje, foi proibida a utilização daquela pista.

Para refrescar a memória dos bauruenses, a área onde hoje situa-se o Estádio “Alfredo de Castilho” foi doada pela Rede Ferroviária do Brasil, através do governo federal.

A pista de atletismo do estádio foi construída por ilustres pessoas da sociedade bauruense, que praticaram atletismo, tais como Osvaldo Sbeghen, Osvaldo Rasi, Franciscato, Orlando Gobbi e, para quem não sabe, a pista leva o nome de Alcides dos Santos Gonçalves, o Cabo Alcides, o abnegado técnico da equipe bauruense de atletismo que tanto lutou e luta pela modalidade bauruense.

Por que o atletismo e a comunidade bauruense estão proibidos de usar a pista de atletismo se o estádio foi uma doação do governo federal para quem nós pagamos altíssimos impostos? Por que não é direito dos bauruenses de usar aquele espaço, de onde o atletismo de Bauru surgiu e revelou muitos atletas para outras equipes?

Com a palavra o senhor Damião Garcia, presidente do Esporte Clube Noroeste.

Em relação à USP Bauru, gostaria também de mostrar o meu descontentamento em vista da proibição de uso da pista de atletismo.

Curioso é que a USP pertence ao governo do Estado, que a mantém, diga-se de passagem dos altos impostos que toda a população paga. Só que, para minha indignação, existe uma placa na pista da referida universidade, dizendo que somente pessoas autorizadas e ligadas à USP podem usar aquele espaço. Agora eu pergunto: e os nossos impostos que mantém essa universidade? Onde está o lado social daquela instituição pública? Por que a proibição de usar a pista para o atletismo e comunidade?

Ah, estava esquecendo de dizer que foi liberada uma verba, através do Ministério do Esporte, para a reforma do complexo da USP, com a construção de piscinas olímpicas e a pista sintética de atletismo. O prefeito do câmpus da USP Bauru, que não me recordo o nome, disse, em entrevista, que a comunidade poderia usar o complexo esportivo inclusive alimentando a esperança do atletismo bauruense, comandado pelo Cabo Alcides, que passaria a treinar lá.

Mais uma pergunta: será mesmo que, após essa reforma, a comunidade poderá usufruir daquele complexo esportivo, em especial a equipe de atletismo que carece há anos de um lugar adequado para realizar os seus treinamentos?

Se hoje só são permitidas pessoas autorizadas da USP a usar aquele local, tenho minhas dúvidas quando ficarem prontas as obras, principalmente da pista sintética. Só acredito vendo mesmo.

Com a palavra, o senhor prefeito do câmpus da USP Bauru.

Ah, espero que o próximo prefeito consiga terminar a reforma do Estádio “Edmundo Coube”, pois esse governo teve a competência de cancelar duas licitações por causa de detalhes mínimos. Não podemos mais admitir que erros como esses voltem a acontecer, tendo em vista que a verba para a reforma do estádio e da pista já foi liberada, mas a prefeitura ainda não empenhou esses recursos. Espero que a pista sintética do “Edmundo Coube” seja entregue, pois seria algo inédito na cidade, já que a mesma não possui uma pista municipal.

Pelo menos quando a pista ficar pronta o atletismo e a comunidade não vão ficar mais dependendo do Noroeste e nem de USP.

Orlando André Martins Gasparini - RG 40.436.612-0

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