Economia & Negócios

Futura conquista clientes fora do País

Gabriel Ottoboni
| Tempo de leitura: 3 min

A experiência de mais de 60 anos somados no ensino profissionalizante foi o ponto de partida para um negócio cujo futuro se mostra promissor. “Nossa estrutura foi concebida sobre uma plataforma de vida”, define Reinaldo Munhóz, diretor-executivo da Futura Soluções e Conhecimento e ex-diretor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), cargo que ocupou durante 21 anos.

A empresa, com filial em Agudos e escritórios espalhados pelo mundo, tem apenas cinco meses de atividade, porém, conquistou mercados em outros continentes ao vencer concorrentes de peso. O projeto inicial da Futura previa a inauguração da empresa apenas em 2013, mas a demanda do mercado e o crescimento da economia, em níveis cada vez mais altos, anteciparam a decisão.

O foco de atuação da empresa gira em torno de treinamento, recrutamento e seleção e soluções tecnológicas dentro do ambiente corporativo, atingindo desde os níveis em que a demanda por tecnologia é pequena até cargos gerenciais.

“Atuamos em setores que ajudam a construir a plataforma de uma empresa competitiva”, justifica Munhóz, ao citar áreas que vão desde a eletroeletrônica e mobiliário, passando por meio ambiente até gestão de qualidade. “Nossa metodologia é aplicada de acordo com o perfil da empresa, para daí apresentarmos a solução ideal”, define o diretor industrial, Ocimar Martins.

Dando continuidade ao projeto de expansão que prevê, dentro de dez anos, a liderança do mercado mundial no segmento de consultoria, preparação, recrutamento e seleção de pessoal, a empresa possui negócios em diversas partes do mundo.

O processo de recrutamento e seleção de pessoal proporcionou vantagem competitiva no cenário mundial. No continente africano (mais precisamente em Luanda, na Angola), foi firmado contrato com o Ministério dos Transportes. Há 60 dias, a empresa é responsável por capacitar o setor de recursos humanos que atua na área de reconstrução do sistema ferroviário daquele país.

Pelo negócio, venceu concorrentes chineses e alemães. “O governo angolano disponibiliza várias linhas de crédito, mas coloca para as empresas a necessidade de ampliação do quadro de africanos em suas bases”, diz Munhóz.

Bauru

A concepção do projeto apresentado em Luanda utilizou o histórico das ferrovias de Bauru, que impulsionaram o desenvolvimento da cidade. “Atualmente, eles (angolanos) têm recursos de transportes sobre trilhos muito parecidos com países da Europa, mas não tinham mão-de-obra qualificada”, aponta Munhóz.

A empresa desenvolveu um projeto de reconstrução que prevê a capacitação de profissionais que ocupam cargos desde chefes de estação até maquinistas, assistentes administrativos e supervisores.

“A nossa base de profissionais vem da Noroeste do Brasil, Fepasa e CTPM”, afirma. O contrato tem duração de 18 meses. “Queremos deixar algum legado para o povo de lá, não apenas participar desse processo e voltar para o Brasil”, afirma.

Na seqüência, a Futura realizará projetos marítimos em parceria com empresas do porte da Odebrecht e Petrobras.

O campo de atuação contempla ainda países como Marrocos, Moçambique, Panamá e Venezuela, onde a Futura atua na área petroquímica. Há ainda escritórios em São Paulo e no Rio de Janeiro. São 12 funcionários trabalhando na unidade em Agudos.

A Futura pretende, ainda, consolidar sua atuação a partir de projetos desenvolvidos no mercado interno. Em Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru), por exemplo, uma parceria com a prefeitura permitiu a elaboração de layout e produção de mobiliários, além de recrutamento e preparação de professores do Centro de Formação Profissional da cidade. A reinauguração do local será em aproximadamente 40 dias.

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Diferencial

Os diretores da Futura Soluções e Conhecimento apostam na experiência como diferencial para atrair novos clientes. O diretor-executivo, Reinaldo Munhoz atuou durante 21 anos no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). O diretor industrial, Ocimar Martins, acumula 23 anos de serviço nas unidades do Senai em Bauru, Santo André, Santos e Lençóis Paulista.

Já o diretor-administrativo e financeiro, Almir Ranieri Campaneli, trabalhou durante dez anos nas unidades de Bauru e também Lençóis Paulista do Senai. “Esse sangue de educador nos dá entusiasmo e segurança”, completa Campanelli.

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