Internacional

Hanna mata ao menos 26 no Haiti

Por Folhapress | Com Reuters
| Tempo de leitura: 3 min

Nassau - Em sua passagem pelo Haiti, a tempestade tropical Hanna matou ao menos 26 pessoas e alagou toda a cidade de Gonaives, de acordo com os dados divulgados pelas autoridades ontem. Em Santo Domingo (República Dominicana), ao menos 7.500 pessoas tiveram que deixar suas casas, para fugir do fenômeno.

No mesmo dia, uma nova tempestade tropical, Josephine, formava-se perto da África na esteira da tempestade Ike. As duas locomoviam-se para o oeste enquanto o furacão Gustav desaparecia depois de ter atingido a costa norte-americana nas proximidades de Nova Orleans.

A sequência de tempestades no Atlântico confirma as previsões sobre uma temporada de furacões mais agitada que o normal e traduz-se em notícias preocupantes para as instalações norte-americanas de petróleo e gás no golfo do México, para os milhões de moradores do Caribe e da costa dos EUA e para os produtores rurais que temem o alagamento de seus campos de cultivo.

O governo norte-americano previu que haverá de 14 a 18 tempestades tropicais durante os seis meses da temporada que se iniciou no dia 1 de junho, um número maior do que a média histórica de dez. O Josephine já é a décima tempestade, tendo surgido antes do pico estatístico da temporada, no dia 10 de setembro.

O fenômeno meteorológico deve ganhar força novamente para transformar-se em um furacão de Categoria 1 na escala Saffir-Simpson, com ventos de ao menos 119 quilômetros por hora.

Nova Ameaça

A tempestade tropical Ike se fortaleceu, alcançando a categoria 1 de furacão, no oceano Atlântico, ontem, informou o Centro Nacional de Furacões.

Com isso, o Ike se tornou o quinto furacão da temporada atlântica deste ano. A velocidade de seus ventos é de 129 km/h ele se localiza 1.080 km a nordeste das Ilhas Leeward, no Caribe. Mas ainda é muito cedo para dizer se o Ike representa uma ameaça.

____________________

Fidel Castro diz que Gustav foi como bomba atômica para Cuba

Havana - O ex-presidente cubano Fidel Castro afirmou ontem, em um artigo, que a passagem do furacão Gustav pelo país surtiu efeitos similares aos de uma “bomba atômica”.

No artigo, Fidel afirma que, ao ver na TV imagens da devastação que o furacão causou na Ilha da Juventude, lembrou “da desolação que vi quando visitei Hiroshima, que foi atacada pela primeira bomba atômica em agosto de 1945”. “A batalha agora é alimentar as vítimas’’, afirmou, pedindo esforço da população. “Ninguém pode fazer isso por nós.”

No total, as autoridades cubanas conseguiram retirar 467 mil pessoas da rota do furacão. Foram registrados 19 feridos e nenhum morto.

Quando chegou a Cuba, no sábado, o Gustav estava na categoria 4, com ventos a 220 km/h. Muitos imóveis tiveram os telhados danificados, e árvores e postes foram retirados do solo. Cerca de 100 mil casas sofreram danos, conforme o governo cubano.

____________________

Mau tempo prejudica buscas por brasileira desaparecida

São Juan - O mau tempo atrapalhou ontem as buscas pela brasileira Fernanda Okamura Abensur, 22 anos, que desapareceu na segunda-feira ao ser carregada por uma enxurrada enquanto fazia um passeio a um rio com três amigos em Porto Rico. Um desses amigos, cidadão colombiano, morreu.

De acordo com o diretor de imprensa da Agência Estatal para o Manejo de Emergências e Administração de Desastres (Aemead, na sigla em espanhol), José Daniel Echevarría, cerca de 60 pessoas continuam no local do acidente. Entretanto, devido ao mau tempo, eles não conseguiram circular pelo rio - o jeito foi manter buscas só por terra. “A maior parte das buscas é feita por terra”, disse à reportegem, por telefone.

“Não é correto dizer categoricamente que não há buscas, porque as pessoas continuam na área”, disse o diretor. Segundo ele, as equipes de resgate permanecem atentas às condições de navegabilidade do rio. Se nada fosse encontrado ontem, as buscas serão retomadas hoje.

“Ontem encontramos apenas uma roupa de banho que os sobreviventes disseram pertencer à Fernanda”, afirmou Echevarría.

De acordo com a agência de notícias Efe, a Aemead informou que, assim que as condições meteorológicas melhorarem, as buscas em outras partes do rio continuarão.

Comentários

Comentários