Política

Serra e Lula são mais citados na OAB

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

O debate dos candidatos a prefeito na sede local da Ordem dos Advogados de Bauru (OAB), ontem à noite, confirmou a tendência de troca de críticas políticas em torno dos concorrentes que estão nas alianças dos partidos ligados ao governador do Estado, José Serra (PSDB), e do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar disso, mesmo nas perguntas entre os candidatos não houve confronto direto de idéias, com as críticas sendo levantadas nas intervenções indiretas. Rosa Izzo (PDT) não compareceu, alegando que já tinha compromisso assumido anteriormente.

Ainda assim o governo tucano recebeu críticas de maior número de candidatos, em uma ratificação da previsão de concentração do embate na direção de Caio Coube (PSDB), que aparece na liderança da corrida eleitoral, segundo o Ibope. Também como era esperado, Rodrigo Agostinho (PMDB) lançou críticas ao PSDB logo em sua primeira intervenção. Ao ser indagado sobre segurança, em perguntas previamente selecionadas pela OAB, o peemedebista lançou que “a maior responsabilidade na área de segurança é do Estado e o PSDB não atua bem”. Em seguida, ele inseriu o governo Lula no encontro, dizendo que ia buscar recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para combater enchentes.

Clodoaldo Gazzetta (PV) alfinetou que o governador Serra afirmou no programa local do PSDB que vai construir um Ambulatório de Especialidades, mas, segundo o concorrente, “ele não fala que é para atender a região e não Bauru. A prefeitura tem de fazer um ambulatório só para os pacientes da cidade”. Mesmo sem citar nomes, Gazzetta aproveitou pergunta sobre finanças municipais para dizer que não é favorável a “nenhum tipo de privatização, nem do DAE, nem do lixo”.

José Leme (PHS) aproveitou o sorteio para questionar Rodrigo se este venderia tudo na prefeitura, “como há boatos que tem um candidato que defende”. Agostinho aproveitou a deixa e ampliou que “não vendo nem o DAE, nem a merenda e nem o aeroporto”. Caio Coube já afirmou que é favorável à terceirização do serviço de merenda escolar.

Embora as provocações tenham sido endereçadas a Caio, incluindo entre elas a tentativa de rotular o programa do PSDB a privatizações, o empresário não reagiu. Até porque os comentários foram feitos nos tempos de concorrentes. Na única oportunidade que teve de confrontar com o tucano, Agostinho, por sua vez, o indagou sobre críticas que este fez à demasiada abrangência da lei que instituiu o novo Plano Diretor (PD).

Márcia Camargo (PSOL) criticou o programa neoliberal paulista e também apertou Rodrigo sobre a contradição entre o que defende o peemedebista em relação a servidor e a posição de seu partido em relação à reformas em regras previdenciárias aprovadas em nível federal. Rodrigo disse que valoriza o servidor público e que também prestigia as garantias com aposentadorias e pensões.

O governo do PSDB também foi lembrado, em outras ocasiões, como “devedor” em relação a programas e benefícios para Bauru, assim como o governo federal do presidente Lula, cujas verbas do PAC foram cobradas para a cidade em mais de uma ocasião.

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