Polícia

Policiais civis de Bauru decidem parar e aguardam decisão da categoria no Estado

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Em assembléia realizada ontem à noite, os policiais civis de Bauru decidiram retomar a greve por tempo indeterminado, a partir das 7h de amanhã. A paralisação, porém, depende da posição tomada em outras regiões do Estado de São Paulo. Se a deliberação local for voto vencido, a categoria na cidade manterá a “operação padrão”, como nos outros municípios paulistas. A definição sairá até as 12h de hoje.

Conforme a reportagem publicou, as partes não entraram em acordo na audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em São Paulo, na sexta-feira. Caso a greve seja mais uma vez deflagrada, somente tserão atendidas nas delegacias ocorrências consideradas urgentes e emergentes. Mesmo assim, 80% do efetivo estarão nos locais de trabalho, como prevê decisão judicial.

Nestas circunstâncias, as delegacias abrirão normalmente, mas serão registradas somente ocorrências de flagrantes e feita remoção de cadáveres. Os demais serviços, como investigação e encaminhamento de inquérito, estarão suspensos. Ainda que a categoria no Estado decida por apenas manter a “operação padrão”, a população será atingida.

Neste caso, segundo a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp), haverá acúmulo de ocorrências nos distritos policiais e aumento no tempo de espera. Como vêem fazendo, vão seguir ao pé da letra o que está previsto no Código de Processo Penal sobre a apuração de crimes.

Os delegados do plantão, por exemplo, vão ter de comparecer a todos os locais de crime e aguardar lá pela chegada da perícia. Hoje isso só acontece em casos de homicídio. Eles também terão de estar presentes em todos os interrogatórios e depoimentos na delegacia.

Os policiais civis estão em estado de greve reconhecido pela Justiça por aumento salarial desde o último dia 13. Eles chegaram a cruzar os braços efetivamente apenas uma vez, nas primeiras sete horas do movimento. A paralisação foi suspensa como conseqüência de um acordo feito com o governo em uma audiência de conciliação promovida pelo TRT no próprio dia 13. Contudo, na última sexta-feira, policiais e governo se reuniram em nova audiência e não chegaram a um acordo.

O governo ofereceu um aumento salarial para policiais civis e militares da ordem de R$ 500 milhões em 2009. Os policiais exigiam um índice de aumento de 15% (o que corresponderia a um valor de R$ 1,05 bilhão) já em 2008, além de reajustes de 12% nos dois anos seguintes. Como não houve acordo, ainda neste mês a greve deve ir a julgamento no TRT.

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