Polícia

Presos em Bauru na Operação Garra Rufa obtém habeas corpus

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo deferiu ontem à tarde o pedido de habeas corpus ajuizado pela defesa do advogado Guilherme Goffi de Oliveira e do representante de laboratório farmacêutico Dalton Araújo Pereira. Há dez dias, ambos foram presos em Bauru durante a operação “Garra Rufa”.

Eles são suspeitos de integrar uma quadrilha que patrocinava ações judiciais para forçar o Estado a comprar medicamentos de alto custo, fora da lista de distribuição gratuita. Sob a acusação, foi expedido contra eles mandato de prisão temporária de cinco dias, renovado na última sexta-feira por mais cinco. O prazo expira hoje, quando o TJ deve encaminhar via fax o alvará de soltura em cumprimento à decisão judicial.

Por falta de tempo para tomar a iniciativa ontem, ambos passaram a noite numa carceragem em Reginópolis, onde já estavam. Permaneceu com eles o representante de laboratório Fábio Marti, também beneficiado com a decisão do TJ. Os três decidiram que só se pronunciarão sobre o caso em juízo. Adotaram a estratégia de defesa alegando falta de acesso às provas do inquérito policial, que será relatado hoje.

Já o médico dermatologista e clínico geral Paulo César Ramos, a presidente da Associação dos Portadores de Vitiligo e Psoríase do Estado de São Paulo, Luci Grassi, a secretária da entidade, Ivonete Aparecida Lima, e a advogada Fabiana de Castro prestaram depoimento na delegacia Seccional de Marília e foram liberados na última sexta-feira.

Todos são acusados de terem se beneficiados pelo esquema baseado na venda de medicamentos de alto custo para psoríase. Caros, os remédios rendiam depósitos em contas, viagens e passagens aéreas, conforme adiantaram os delegados envolvidos no trabalho. A operação foi desencadeada pela Polícia Civil de Marília em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde.

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