Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Ao leitor/eleitor

Como parte de sua proposta de oferecer o maior e melhor volume possível de informações sobre o que pensam os candidatos, o JC inicia hoje e termina na próxima terça uma série de entrevistas de uma página com cada candidato a prefeito. Márcia (PSOL) e seu socialismo caboclo iniciam a sequência.

• Leme vitorioso

O juiz da 23ª Zona Eleitoral, Enio Moz Godoy, extinguiu o processo do diretório estadual do PHS, que discutia o registro da candidatura de José Leme a prefeito de Bauru. O magistrado não julgou o mérito e arquivou a ação, mas por impossibilidade de tratar da reclamação fora do prazo definido em lei. Ou seja, o calendário da lei mantém Leme candidato, apesar de ter o comando de seu partido contra.

• Candidato laranja

O apelido, no campo político, está sendo dado a José Leme (PHS) em diferentes cantos da cidade, tamanha a simpatia que o “adversário” tem, e não esconde, pela concorrente Rosa Izzo. O candidato do PHS também é citado como transportador de informações que teriam o objetivo de esquentar a orelha de adversários. O alvo preferido dele seria Caio Coube.

• Cigarra e formiga

O pastor João Galdino da Silva, que ontem à noite recebeu o título de Cidadão Bauruense, em sessão solene na Câmara Municipal, disse, em seu discurso, que os cidadãos precisam atuar como formigas e não como cigarras. Ele argumentou que a cigarra canta e não produz, ao contrário da formiga que trabalha. Como serve bem a tanta gente este exemplo.

• Dança dos números

A combinação de números na hora da escolha, antes das convenções, é cabalística. O candidato à reeleição Marcelo Borges (PSDB) não larga das combinações que serviram a Pedro Tobias nas urnas, nas campanhas para deputado estadual. Tem candidato que corre escolher o número para não perder a rima ou a cadência para o jingle e outros que não ligam para isso.

• O “estoura tempo”

No debate promovido ontem à noite pela Faculdade Anhanguera, Caio Coube insistia em estourar o tempo nas respostas. Num deles, por estar numa faculdade, brincou que poderiam tirar ponto de sua nota e continuou o discurso. No final, novamente infringiu o limite. Dessa vez, foram os alunos que o interromperam com uma salva de palmas, ajudando o mediador.

• Gazzetta e Pederneiras

Ao responder a questão sobre o potencial econômico de Bauru, Clodoaldo Gazzetta destacou a importância da região atuar em conjunto. Segundo ele, as indústrias não precisam necessariamente vir para Bauru, mas para cidades vizinhas também. Caio interrompeu-o: “Como, por exemplo, em Pederneiras?”. A brincadeira deve-se ao fato de Gazzetta citar insistentemente em seus programas na TV a gestão do PV em Pederneiras.

• Gazzetta e o rei da bola

Gazzetta inovou ontem em suas considerações finais no debate da Faculdade Anhanguera para falar de seu sonho de ser prefeito, que muitos consideram impossível. Pegou uma foto de uma criança negra, pobre e perguntou à platéia se sabiam de quem se tratava. Depois mostrou outra foto, desta vez do ex-jogador Pelé, o menino pobre da foto anterior. O candidato comentou que o atleta chegou onde chegou porque teve uma oportunidade.

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