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TRT absolve condenados de furto a BC de Fortaleza

Folhapress
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Fortaleza - O Tribunal Regional Federal da 5.ª Região (TRF-5), em Recife, absolveu dois condenados por envolvimento no furto milionário ao Banco Central em Fortaleza, em 2005.

Os irmãos Francisco Dermival e José Elizomarte Fernandes Vieira, donos da revendedora de veículos Brilhe Car, haviam sido condenados, em primeira instância, a três anos de prisão e multa de R$ 380 mil por lavagem de dinheiro.

Eles chegaram a ficar presos por 40 dias logo após a descoberta do crime, em 8 de agosto de 2005, por terem vendido, por R$ 1,1 milhão, 11 carros à quadrilha responsável pelo furto. O pagamento pelos carros foi feito em notas de R$ 50,00 - as mesmas furtadas do banco.

Três dos carros comprados na Brilhe Car foram recheados com cerca de R$ 5 milhões do furto. Os veículos foram encontrados em Minas Gerais quando eram levados em um caminhão-cegonha até São Paulo.

A quadrilha levou R$ 164,7 milhões da caixa-forte do BC, por um túnel escavado a partir de uma casa. Houve recuperação de cerca de R$ 53 milhões do dinheiro e 17 pessoas foram condenadas pelo crime.

O juiz federal que condenou os empresários em primeira instância, Danilo Sampaio, considerou que ambos se beneficiaram do dinheiro furtado. Para o desembargador que relatou o caso no TRF-5, Rogério Fialho, não houve má-fé na venda dos veículos, porque não há prova de que os dois soubessem que o dinheiro era furtado.

Por causa da suspeita de envolvimento com o crime, José Elizomarte chegou a ser seqüestrado três meses após o furto. Foi liberado somente dez dias depois, após pagamento de resgate. O furto ao BC motivou outros seqüestros e até mortes.

Apontados como líderes da quadrilha, Marcos Rogério Machado de Morais e Antônio Jussivan Alves dos Santos, o Alemão, estão presos e já foram condenados, cada um, a 49 anos de prisão e ao pagamento de R$ 6,5 milhões de multa.

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