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Em três anos, Branemark faz 4.600 atendimentos

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

O Instituto Branemark, especializado em próteses dentárias pela técnica de unir ossos com parafuso de titânio (osseointegração), completa hoje três anos de funcionamento em Bauru contabilizando 4.600 atendimentos e 410 cirurgias realizadas, num total de 381 casos finalizados. Por tratar-se de atendimento diferenciado, o volume é expressivo, segundo a coordenadora geral do instituto, Ingrida Ginters.

De acordo com ela, 90% dos pacientes são de Bauru e região. No entanto, alguns chegam de outros pontos do País, especialmente portadores de câncer – casos considerados complexos. “Nosso tratamento é só com implantes. Imagine multiplicar pelo número de dentes que a gente devolve para a população? A fila está andando rápido porque as pessoas já estão entendendo o que é o instituto. Hoje a espera é de uns seis ou oito meses”, explica.

Atualmente, pouco mais de duas mil pessoas aguardam atendimento. Na época da inauguração, o total era mais do que o dobro. Ingrida ressalta que, inicialmente, muita gente confundiu o instituto com clínicas dentárias convencionais. “Em oito meses dá para fazer a triagem. O tratamento é rápido. O problema é conseguir a liberação do médico. Demora de três a quatro meses porque a maioria vai pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A gente só opera se o médico liberar”, esclarece.

A lei municipal (5.174 de agosto de 2004), que definiu a doação da área onde foi construído o prédio da entidade, prevê que 80% dos atendimentos sejam efetuados gratuitamente. Eles são prestados a custo zero com verbas doadas de instituições européias. O instituto não recebe recursos seja do Ministério da Saúde, da Secretaria do Estado da Saúde ou da Secretaria Municipal da Saúde.

“O terreno foi doado pela prefeitura em comodato por dez anos, prorrogáveis por mais dez. A gente não tem um centavo do governo brasileiro”, informa. O próprio Branemark, pela carreira construída, consegue os recursos que mantém o instituto.

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Voluntários

Além da equipe fixa de funcionários, 150 profissionais voluntários trabalham no instituto Branemark. Um deles é Siguimi Tanigute Júnior, especialista em cirurgia bucomaxilofacial e implantodontia. Morador de Goiânia (GO), ele já veio ao Instituto cinco vezes desde março de 2006, sempre acompanhado de outros profissionais de sua equipe.

“Em princípio, nos interessamos pelo trabalho voluntário por ser uma oportunidade de ajudar pessoas carentes e, conseqüentemente, o instituto. Também fomos privilegiados por conhecer e compartilhar da experiência de vida e profissional do professor Branemark e pela oportunidade de trocarmos experiências com os profissionais das outras equipes”, relata.

Dentistas como ele foram capazes de devolver o sorriso a Waldemar Marcone, 70 anos. Ele passou por uma cirurgia há oito meses e ganhou próteses para as arcadas superior e inferior. “Hoje me sinto muito bem, muito feliz. Minha auto-estima mudou completamente”, revela.

Maria de Lourdes Avalone, 79 anos, e o marido Vicente Avalone, 76 anos, passaram juntos pela cirurgia há seis meses. “Na alimentação muda tudo, agora dá para mastigar, saboreamos de tudo”.

Claci Schefler Negri teve um câncer na face e passou por cirurgia para obtenção de próteses intra e extra-orais. Hoje, ela vive satisfeita com uma prótese de hemimaxila (meia maxila), além de uma de órbita. “Minha vida mudou muito, antes eu mal abria a boca, só tomava líquido. A cirurgia reformulou minha vida completamente, hoje eu sou outra pessoa, antes não tinha vontade de sair”, relata.

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