O céu de Bebedouro, região de Ribeirão Preto, que abriga desde o final de semana passado a etapa Sudeste, considerada como preparatória para o Campeonato Brasileiro de Vôo a Vela, previsto para começar amanhã, será palco de uma disputa de pilotos conterrâneos.
Henrique Navarro e João Alexandre Widner, o “Batata”, pilotos bauruenses ocupantes, respectivamente, da primeira e segunda posições entre os planadores da classe Aberta na etapa Sudeste, se preparam para entrar hoje no último dia de provas.
Consideradas tanto a etapa Sudeste quanto a final do Campeonato Brasileiro, nove pilotos representam Bauru - considerada a “Capital do Vôo a Vela” -, no céu de Bebedouro, que, conforme previsões meteorológicas, não deverá estar tão aprazível para os planadores no último dia de provas do “pré-Brasileiro”.
“Precisamos de tempo aberto para voar”, detalha o piloto Henrique Navarro. “Caso as condições meteorológicas não ajudem, como a maioria das provas da etapa já foram realizadas (três de cinco), o último dia é cancelado, sendo mantido o atual resultado”, antecipa o atual líder.
Com um trajeto estimado em 350 quilômetros, os pilotos decolaram com seus planadores da região Nordeste do Estado, e percorreram um traçado sobre o Sul de Minas Gerais, retornando ao Oeste Paulista e contornaram pelo Estado em direção ao ponto de origem, numa altitude estimada de 2,5 mil metros, numa velocidade aproximada de 100 km/h.
Para o encerramento da etapa, marcado para hoje, as expectativas do piloto do Aeroclube de Bauru são boas, com céu de brigadeiro ou até mesmo com tempo carregado, já que, em caso de encerramento antecipado do estágio “pré-Brasileiro”, sua liderança será mantida.
No entanto, o otimismo do líder da etapa é mantido, mesmo em caso de decolagem sem condições perfeitas de vôo. “Se o tempo não estiver dos melhores, não estará ruim apenas para mim, mas para todos os competidores”, atribui o piloto, que, em dez anos de vôo a vela, lembra alguns maus bocados que passou em ares pouco amistosos.
“Quando acontece o mau tempo, é preciso um bom lugar para pouso, que nem sempre acontece numa pista. Pode ser num campo arado”, exemplifica. “Em treinamentos mesmo, a cada dez vôos, em um não volto para casa”, contabiliza o piloto bauruense, ao narrar situações em que teve que pousar longe do Aeroclube. “Isso ocorre porque a gente sempre quer ir mais adiante”, finaliza.