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Saudosismo dá o tom em filme sobre o cantor Waldick Soriano

Por Bruna Bittencourt | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

“Waldick - Sempre no Meu Coração” começa com o cantor Waldick Soriano na estrada, rumo a Caetité (Bahia), sua cidade natal, observando a paisagem, com uma bebida na mão, repassando sua trajetória. E é um tom saudosista que percorre todo o documentário, dirigido pela atriz Patrícia Pillar, que o Canal Brasil estréia hoje, às 22h.

Assistir ao filme após a morte do cantor, no último dia 4, reforça ainda mais essa característica, quase inevitável ao falar de um artista que já passou pelo auge de sua carreira e se aproxima do fim da vida. Em Caetité, o cantor relembra a época em que trabalhou na roça e no garimpo e sua paixão por filmes de caubói -origem de seu hábito de usar sempre um chapéu, de lado.

Após uma série de shows pelo Nordeste vamos a São Paulo, aonde ele foi tentar a sorte como cantor, ainda jovem, antes de se tornar, com sua voz grave e suas letras simples, um dos maiores cantores e compositores da música brega no Brasil - ou romântica, como prefere.

A câmera registra ainda uma conversa malresolvida entre pai e filho, o cantor falando de seus amores, e elas falando também. Ainda no início do documentário, Waldick reclama: “O espírito do poeta se apega demais”.

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