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Moradores reclamam de demora do Samu e põem fogo em colchão


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A tarde de ontem foi tumultuada na quadra 2 da rua São Simião, no Jardim Redentor. Uma cama e um colchão foram queimados no meio da rua como protesto pela demora da viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em socorrer Fábio Luiz Nery, 30 anos, que faz tratamento para curar uma broncopneumonia e estava com febre.

Simone da Silva, irmã de Nery, relatou que a vizinhança decidiu fazer o protesto e acionou a Polícia Militar porque fazia cerca de duas horas que haviam solicitado atendimento para o irmão que passava mal e a viatura não chegava.

O médico José Eduardo Passos, coordenador do Samu, afirmou que o chamado da família não foi priorizado porque Nery não era caso de urgência nem emergência e havia outros dois atendimentos mais graves em andamento. “Quando ligaram da primeira vez, o médico regulador explicou que iria demorar para viatura chegar porque antes tínhamos de atender uma crise convulsiva e uma deficiência respiratória”, explica. Passos frisa que o médico orientou a família a dar um antitérmico ao paciente e voltar a ligar em caso de piora no quadro de saúde. Ele calcula uma hora entre a primeira chamada e o socorro de Nery.

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