• Campanha limpa
A atual campanha eleitoral na TV foi, sem dúvida, a mais tranqüila das últimas eleições. Nem as críticas mais contundentes por parte de Rodrigo Agostinho (PMDB) e até da socialista Márcia Camargo (PSOL) fugiram ao termômetro aceitável do confronto político. Ataque pessoal, de baixo nível, não houve na TV. É certo que nas ruas a realidade foi um pouco diferente, mas sem nada que comprometa a lisura do pleito.
• Improvisação visual
Encerradas as apresentações dos programas na primeira etapa da disputa municipal, o que não passou sem ser notado foi o improviso visual, de produção e de conteúdo de muitas das veiculações. E o problema não foi só de recursos. O custo de um programa de televisão tem relação proporcional com qualidade, mas muita coisa fugiu ao controle e esbarrou na falta de planejamento e divergências internas.
• Pesquisa e voto útil
Assessores e candidatos manifestaram ontem preocupação com o que os índices de intenção de voto nesta reta final de campanha podem influenciar o eleitorado, tanto na direção do segundo turno quanto no vetor contrário, de possível migração da escolha pelo voto útil. A questão é que até mesmo margem de erro poderá delimitar caminhos diversos para o comportamento do eleitorado.
• Escolha sem ciência
O problema é que muitos eleitores ainda escolhem seus candidatos por critérios subjetivos, além de diversificados e sem nenhum criticismo político. Desta forma, o amplo desconhecimento sobre a composição da margem de erro naquilo que, a rigor, é apenas medidor momentâneo da “intenção de voto” pode acabar sendo indutor da escolha em muitos casos.
• Barata e outros bichos
O candidato do PV, Clodoaldo Gazzetta, se valeu de uma metáfora incomum ontem, durante visita a trabalhadores no Distrito Industrial I, para falar da importância dos bate-papos diretamente com o eleitor na campanha: “Sem essas reuniões vocês não têm como saber se o candidato é verdadeiro. Sem isso, barata pode virar bichinho de pelúcia e é perigoso”, lançou.
• TSE com mais rigor
O plenário do TSE concluiu, em sessão realizada terça-feira, a análise do processo administrativo que trata da concessão de certidão de quitação eleitoral aos candidatos que não prestaram contas. O TSE tornou a obrigação mais rigorosa. A partir de agora, a não apresentação de contas impede a obtenção de quitação eleitoral no curso do mandato ao qual o interessado concorreu e, ultrapassado esse prazo, até que sejam prestadas as contas.
• Guia Viva o Voto
O eleitor que não souber o seu local de votação, como votar, entre outras muitas dúvidas, terá na edição de amanhã do JC o Guia Eleitoral Viva o Voto como farol para iluminar seu caminho até as urnas. A editoria de política preparou um caderno especial de 12 páginas contendo também os nomes e fotos dos 224 candidatos a vereador, mais os prefeitos e suas propostas. Além de ser encartado, o Viva o Voto também será distribuído nas ruas, em mais uma prestação de serviço do JC à cidadania.