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Laudo não identifica sangue em sapato de homem acusado de matar ex-mulher

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - O Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo não conseguiu identificar de quem é a amostra de sangue colhida dos sapatos do suspeito pelo triplo homicídio onde três pessoas da mesma família foram mortas a marretadas em Botucatu (100 quilômetros de Bauru). A Polícia Civil apontou, em inquérito policial, o ex-marido da vítima como único suspeito do crime.

O crime ocorreu no feriado do Dia do Trabalho (1 de maio) deste ano. Três pessoas de uma mesma família foram mortas dentro da residência: a médica Jane Amanda Robin Jerônimo, 28 anos; a mãe dela, Salvadora Robin Prado Jerônimo, 70 anos; e o pai, João Jerônimo, 77 anos.

Indícios levantados durante as investigações, levaram a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu a apontar como suspeito do crime o ex-marido da médica, Wellington Gomes da Conceição. Na ocasião, as vestes e os sapatos do suspeito foram apreendidas, além dos tapetes do veículo dele e as borrachas do freio e do acelerador. Tudo foi encaminhado ao Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo.

Conforme o JC divulgou no final do mês passado, a polícia aguardava o resultado do exame de DNA na mostra de sangue colhida na sola dos sapatos do suspeito. “Tínhamos como intenção fazer com que esse sangue fosse identificado como sendo de um dos mortos (vítimas). Infelizmente, depois de um trabalho exaustivo, minucioso, os equipamentos técnicos e científicos da polícia técnica de São Paulo não conseguiram detalhar o DNA deste sangue”, revela Geraldo Franco, assistente da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

Inquérito

A Polícia Civil conclui o inquérito policial sobre o homicídio há cerca de um mês e apontou como único suspeito do crime o ex-marido da médica, que está preso na Cadeia Pública de Conchas, onde aguarda decisão judicial. “Para a polícia civil de Botucatu, as provas que foram coletadas durante a investigação, e foram muitas, as evidências e indícios foram suficientes para que nós concluíssemos que a única pessoa possível para o cometimento do crime é essa pessoa que está presa”, revela Franco.

Ele lembra que, em um primeiro momento, tanto a Justiça quanto o Ministério Público (MP) também entenderam que as evidências contra o suspeito são fortes. “Tanto é que o indiciado encontra-se preso hoje por força de uma decisão judicial e não por força de uma decisão da autoridade policial”, diz.

O caso agora está nas mãos da Justiça, onde o processo criminal será julgado. “Neste segundo momento, essas provas vão ser ratificadas no processo judicial, dentro do Fórum. Outras provas podem ser produzidas, pelos advogados de defesa, inclusive, e isso vai ser tudo novamente analisado pela magistratura, pela Promotoria e pelos advogados de defesa”, completa o delegado.

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