O governador do Estado de São Paulo, José Serra (PSDB), foi o cabo eleitoral do também tucano Caio Coube no início da noite de ontem, por cerca de 30 minutos. Ele pediu votos para o candidato a prefeito, percorrendo lojas e cumprimentando pessoas no Bauru Shopping Center. Serra visitou algumas cidades paulistas ontem como militante. Em Bauru, esteve acompanhado do sub-secretário da Casa Civil, Rubens Cury, do secretário estadual de Agricultura, João de Almeida Sampaio Filho, e do presidente da Assembléia Legislativa (AL), deputado Vaz de Lima (DEM).
A maior estrela tucana do programa eleitoral de Caio Coube disse que veio para prestar apoio ao candidato. Ao percorrer lojas do shopping, Serra repetiu: “eu apoio o Caio Coube”.
Sobre a possível realização de segundo turno em Bauru, com o crescimento da candidatura de Rodrigo Agostinho (PMDB) com o PT na aliança, Serra disse: “Aqui em Bauru eu acho que é fundamental, não apenas como tucano mas como governador, eleger o Caio. Nós fizemos muita coisa em Bauru e não apenas na Saúde. Estadualizamos o Hospital Manoel de Abreu, ampliamos o Hospital de Base com UTIs, estamos planejando o término do prédio do Centrinho, fizemos uma obra vasta nesta área e que ainda está em andamento”, elencou.
Sobre o apoio a Caio, Serra complementou: “Precisamos de um parceiro, porque quando não se tem uma parceria adequada na prefeitura as coisas não andam. É nesse sentido que para mim é muito importante eleger o Caio. É pela importância que tem Bauru e nossas parcerias”. O governador defendeu a eleição no primeiro turno, mas prometeu voltar em eventual segundo turno.
José Serra confirmou a promessa de realizar a avenida Nações Unidas Norte. “Confirmo a avenida pelo DER, porque ela não é da área da concessão. Está decidido já. No fim do ano já vai estar em andamento”, disse. Sobre a manutenção provisória das instalações das Peninteciárias I e II no regime semi-aberto, ao invés do regime fechado que funcionava antes, Serra falou que não tinha informação a respeito.
Em relação à preocupação de prefeitos em relação à obrigação de municipalizar o ensino, em 2010, o governador avaliou que a medida é viável. “Pelo contrário, a maioria dos prefeitos estão querendo porque é financeiramente mais vantajoso para os municípios”, abordou.
Sobre a discussão em torno da instalação do Ambulatório de Especialidades (AME) ser dirigida à demanda regional, em detrimento da local, José Serra criticou: “Só quem é muito espírito de porco que pode se preocupar com isso. Estamos criando aqui um AME, um atendimento médico-ambulatorial que começará em 2009 com 15 mil consultas por mês e 5 mil exames. É uma obra regional como todos os AMES, mas naturalmente a população do município é melhor atendida. Bauru já é centro médico bastante importante”, disse.